Morning Call – 28/08/2026

Morning Call – 28/08/2026

Center News | Morning Call | Sexta feira, 28 de agosto de 2026

Bom dia! Os mercados globais começam a sexta feira em compasso de espera, com investidores concentrados no discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole. No Brasil, emprego, inflação e crédito entram no radar, enquanto o Ibovespa chega à sessão após sete altas consecutivas.

Brasil

O Ibovespa encerrou ontem em alta de 0,31%, aos 175.135 pontos, completando o sétimo pregão consecutivo de valorização. Petrobras, Vale e Banco do Brasil estiveram entre os principais suportes do índice. O mercado também repercutiu a taxa de desemprego, que recuou para 5,3%, além do retorno de aproximadamente R$ 3,2 bilhões de capital estrangeiro à Bolsa entre os dias 20 e 25 de agosto.

O dólar à vista avançou 0,24% na quinta feira, encerrando em R$ 5,16. O movimento acompanhou a valorização global da moeda americana, mesmo após atuação do Banco Central com venda de US$ 1 bilhão no mercado à vista combinada a operação equivalente no mercado futuro.

Nos juros, a sessão anterior apresentou comportamento misto. A leitura para o investidor permanece dividida entre sinais recentes de desinflação doméstica, que ajudam os vértices mais curtos, e riscos fiscais e externos que mantêm prêmio elevado nos vencimentos mais longos.

A agenda desta sexta feira é relevante. Às 8h, a FGV programou a divulgação do IGP M de agosto, com expectativa de queda de 0,35% no mês. Às 8h30, o Banco Central divulga dados de crédito referentes a julho. Às 14h30, o Caged apresenta a geração de empregos formais de julho, com estimativa de criação de 128 mil vagas.

Internacional

O foco global está em Jackson Hole. Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, discursa às 11h, horário de Brasília. O mercado busca indicações sobre inflação, atividade econômica e principalmente sobre a trajetória dos juros americanos. Os contratos de Fed Funds indicavam cerca de 64% de probabilidade de manutenção dos juros na reunião de setembro.

Antes do discurso, os futuros americanos operavam próximos da estabilidade, enquanto Treasuries e dólar também apresentavam movimentos limitados. O petróleo Brent recuava para a região de US$ 89 por barril e o ouro registrava leve valorização. Na Europa, o Stoxx 600 avançava apoiado principalmente por ações ligadas ao consumo.

Wall Street vem de uma sessão positiva. Ontem, o S&P 500 avançou 0,72%, o Nasdaq ganhou 1,57% e o Dow Jones subiu 0,20%, ainda beneficiados pela perspectiva favorável apresentada pela Nvidia.

No campo geopolítico, as tensões entre Estados Unidos e Irã permanecem como fonte de volatilidade, especialmente pelo impacto potencial sobre petróleo, inflação global e juros. O governo americano reforçou que pretende manter a pressão econômica sobre Teerã.

Empresas & Setores

Petrobras segue no radar após avançar mais de 3% ontem, beneficiada pela valorização do petróleo e contribuindo de forma importante para a alta do Ibovespa. A companhia também anunciou o resgate antecipado de US$ 1 bilhão em títulos globais com vencimento em 2028.

Braskem permanece em destaque. Depois da forte valorização observada ontem com a ampliação da linha de crédito concedida pela Petrobras para R$ 2,35 bilhões, a companhia entra nesta manhã no noticiário após a Defensoria Pública da União abrir processo contra a empresa e a União relacionado às atividades de mineração em Maceió.

O setor de petróleo também merece acompanhamento. A Justiça Federal suspendeu de forma provisória a aplicação do Imposto de Exportação sobre petróleo bruto, acrescentando um novo componente para empresas produtoras e exportadoras.

Insights da nossa mesa

O mercado brasileiro chega ao último pregão da semana com impulso favorável, mas após sete altas consecutivas do Ibovespa a seletividade tende a ganhar importância. O comportamento dos juros americanos poderá definir a direção dos ativos de risco ao longo do dia.

Uma comunicação mais rígida do Fed pode pressionar Treasuries, dólar e ativos emergentes. Uma sinalização mais equilibrada sobre inflação e atividade tende a favorecer a continuidade do fluxo para mercados como o Brasil.

No cenário doméstico, os dados de emprego serão importantes para calibrar expectativas sobre a Selic. Um mercado de trabalho ainda muito aquecido pode reduzir o espaço percebido para flexibilização monetária mais rápida, enquanto sinais de desaceleração reforçariam a discussão sobre cortes adicionais.

Para o investidor, o momento continua favorecendo diversificação e disciplina na alocação, combinando o carrego ainda elevado da renda fixa com exposição seletiva à Bolsa diante da melhora recente do fluxo e dos preços dos ativos.

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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research.

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