Center News | Sexta feira, 18 de Setembro de 2026
Bom dia! Os mercados globais começam a sexta feira com viés mais construtivo, apoiados pelo avanço das empresas de tecnologia e pela terceira sessão de queda do petróleo. No Brasil, o foco permanece na digestão do corte da Selic, no cenário fiscal e nos próximos sinais sobre a trajetória dos juros.
Brasil
O Ibovespa encerrou a quinta feira em alta de 0,24%, aos 185.992 pontos, após uma sessão de forte volatilidade. O índice chegou a cair 1,24% durante o pregão, mas recuperou as perdas na segunda metade do dia. Vale avançou 2,07%, enquanto Petrobras teve desempenho próximo da estabilidade e os bancos fecharam sem direção única.
O dólar comercial terminou a sessão em queda próxima de 0,42%, a R$ 5,13. A curva de juros futuros também encerrou em queda ao longo dos vencimentos, após oscilar fortemente durante o dia.
O mercado continua avaliando a decisão do Copom de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. O corte foi unânime e representou a quinta redução consecutiva. O Banco Central evitou antecipar os próximos passos e reforçou que a magnitude total do ciclo dependerá da evolução dos dados e dos riscos para a inflação.
Para hoje, a atenção doméstica se concentra no Boletim Macrofiscal de setembro, especialmente pelas possíveis atualizações sobre receitas, despesas e trajetória das contas públicas. O comportamento da curva de juros pode continuar sensível às informações fiscais.
Internacional
O ambiente externo amanhece mais favorável aos ativos de risco. Os futuros do S&P 500 avançavam cerca de 0,4% e os do Nasdaq 100 subiam aproximadamente 0,7% nas primeiras horas do dia, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia. Na Ásia, o Kospi avançou 2,7%, enquanto o Stoxx 600 europeu recuava 0,3%.
O petróleo Brent se aproximava de US$ 102 por barril e caminhava para a terceira sessão consecutiva de queda. A redução das preocupações recentes com a oferta no Oriente Médio contribui para aliviar parte da pressão inflacionária global, um movimento relevante depois da recente escalada dos preços de energia.
Nos Estados Unidos, o mercado ainda assimila a decisão do Federal Reserve de elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano. O movimento marcou a primeira elevação desde 2023 e veio acompanhado de sinalização de que novas altas ainda podem ocorrer caso as pressões inflacionárias persistam.
No Japão, o Banco do Japão elevou sua taxa de referência nesta madrugada, conforme esperado pelo mercado, mas a decisão dividida entre os membros do colegiado levou o iene a enfraquecer cerca de 1% frente ao dólar.
Empresas & Setores
Vale inicia o dia como um dos nomes a serem acompanhados após avançar 2,07% na sessão anterior. Petrobras também merece atenção diante da queda recente do petróleo, que pode influenciar a dinâmica das ações do setor de energia.
Na Braskem, credores resistem à proposta de reestruturação apresentada pela companhia. Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, alguns detentores de títulos avaliam não apresentar contraproposta, aumentando a pressão por uma solução envolvendo os acionistas.
No setor de energia elétrica, a XP publicou nesta manhã nova análise sobre a Axia Energia, enquanto seu Research segue destacando seletividade nos ativos domésticos em um ambiente ainda marcado por juros reais elevados e volatilidade.
Insights da nossa mesa
A sexta feira começa com uma combinação relevante para os ativos brasileiros. O recuo do petróleo e o avanço da tecnologia melhoram o sentimento internacional, enquanto o ciclo de redução da Selic cria gradualmente condições mais favoráveis para ativos sensíveis aos juros.
Ao mesmo tempo, o diferencial de taxas entre Brasil e Estados Unidos diminuiu após movimentos opostos dos dois bancos centrais. Esse cenário tende a aumentar a importância do comportamento dos Treasuries, do câmbio e das expectativas fiscais na formação dos preços locais.
Na renda fixa, mesmo após o novo corte da Selic, as taxas brasileiras continuam em patamares elevados. A discussão passa cada vez mais pela composição da carteira entre liquidez no pós fixado e oportunidades de alongamento de prazo, especialmente diante da incerteza sobre a velocidade dos próximos cortes.
Para a Bolsa, a leitura segue semelhante: juros domésticos menores são um vetor potencialmente positivo, mas petróleo, juros americanos, cenário fiscal e fluxo estrangeiro continuam determinantes para a direção dos ativos.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research.