Morning Call – 16/09/2026

Morning Call – 16/09/2026
Center News: Quarta feira, 16 de setembro de 2026
Bom dia! Os mercados iniciam esta Super Quarta com cautela. As atenções estão concentradas nas decisões de juros do Federal Reserve e do Copom, enquanto a combinação de petróleo ainda próximo de US$ 108 por barril e Treasuries americanos em patamares elevados mantém a sensibilidade dos ativos de risco.
Brasil
O Ibovespa encerrou a terça feira em alta de 0,54%, aos 186.503 pontos, recuperando parte das perdas recentes. O movimento foi sustentado principalmente pelo setor de petróleo, com Petrobras PN avançando 3,09% e Prio subindo 2,77%, acompanhando a valorização do Brent. Vale recuou 1,17%, em sessão negativa para o minério de ferro.
O dólar terminou próximo da estabilidade, cotado na região de R$ 5,15. No mercado de juros, os contratos futuros encerraram o pregão anterior em alta ao longo da curva, refletindo cautela antes das decisões monetárias e pressão dos rendimentos dos títulos americanos.
O principal evento doméstico é a decisão do Copom nesta noite. A Selic está atualmente em 14,00% ao ano. Em levantamento da XP com 20 gestoras multimercado macro, 95% dos participantes esperam redução dos juros nesta reunião, com predominância de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 13,75% ao ano. A mediana indicada pela pesquisa Focus também aponta esse nível.
Antes do Copom, o mercado acompanha às 9h a divulgação do IBC Br, indicador de atividade econômica do Banco Central. Uma leitura mais fraca tende a reforçar a percepção de desaceleração da economia e pode influenciar as expectativas para o ritmo futuro de flexibilização monetária.
Internacional
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve anuncia sua decisão de juros às 15h, horário de Brasília, seguida pela coletiva de imprensa às 15h30. A reunião ocorre em um ambiente de inflação pressionada pela energia e forte elevação dos juros longos americanos. O calendário oficial do Fed confirma a decisão nesta quarta feira.
As expectativas para a decisão estão divididas entre manutenção e elevação dos juros. Levantamento da XP realizado antes da reunião mostrou 75% das gestoras consultadas esperando estabilidade, enquanto indicadores recentes de mercado passaram a incorporar maior possibilidade de aumento após a alta do petróleo e dados de inflação mais resistentes. Esse contraste aumenta a importância do comunicado e das sinalizações do presidente Kevin Warsh para os próximos meses.
Os Treasuries de dez anos chegaram ontem à região de 5%, maior nível em quase duas décadas, fator que mantém pressão sobre a precificação global de ativos. Wall Street encerrou a terça feira em baixa, com S&P 500 recuando 0,45%, enquanto Nasdaq 100 e Dow Jones perderam aproximadamente 0,6%.
O petróleo apresenta realização nesta manhã depois da forte valorização da sessão anterior. O Brent negociava próximo de US$ 108 por barril, com queda próxima de 1%, após avançar cerca de 3% na terça feira. Apesar do recuo, os preços seguem elevados diante das interrupções de oferta e das tensões no Oriente Médio.
A agenda americana também inclui vendas no varejo às 9h30, dado relevante para avaliar a força do consumo antes da decisão do Fed.
Empresas & Setores
Petrobras permanece entre os principais nomes para acompanhamento na abertura. A companhia avançou mais de 3% ontem com o petróleo e tende a continuar sensível à elevada volatilidade da commodity. A empresa também anunciou recentemente um contrato de vinte anos com a Sempra Infrastructure para compra anual de aproximadamente 0,8 milhão de toneladas de gás natural liquefeito.
Prio também se beneficiou da valorização do petróleo, enquanto Vale e empresas ligadas à mineração enfrentaram pressão com a fraqueza do minério de ferro. Entre os bancos, Santander Brasil recuou 0,99% após revisão de recomendação pelo HSBC.
Para setores domésticos mais sensíveis aos juros, como varejo, construção civil e empresas de menor capitalização, a comunicação do Copom pode ser tão relevante quanto a própria decisão. Uma sinalização favorável à continuidade do ciclo de cortes tende a influenciar diretamente a curva de juros e a precificação desses ativos.
Insights da nossa mesa
A sessão reúne dois eventos capazes de redefinir simultaneamente o custo de capital no Brasil e no exterior. Para o investidor brasileiro, o ponto central não será apenas observar se Copom e Fed alteram suas taxas, mas principalmente entender o que suas comunicações indicam para as próximas reuniões.
No ambiente doméstico, sinais de desaceleração da atividade ajudam a sustentar a perspectiva de flexibilização monetária, mas petróleo elevado e juros americanos próximos de máximas históricas limitam o espaço para uma leitura excessivamente otimista.
A combinação recomenda atenção à diversificação e à qualidade dos ativos. A renda fixa continua oferecendo taxas relevantes, enquanto segmentos mais sensíveis à queda da Selic podem ganhar espaço conforme aumente a visibilidade sobre o ciclo monetário.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea e XP Research.

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