Morning Call – 10/09/2026

Morning Call – 10/09/2026

Center News | Morning Call

Quinta feira, 10 de setembro de 2026

Bom dia! Os mercados iniciam esta quinta feira com cautela. A escalada das tensões no Oriente Médio mantém o petróleo Brent acima de US$ 100 por barril, elevando preocupações com inflação global e juros. Ao mesmo tempo, investidores aguardam decisões e indicadores relevantes na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil.

Brasil

O Ibovespa encerrou a quarta feira em queda de 0,93%, aos 185.629 pontos, devolvendo parte da forte valorização das sessões anteriores. O dólar avançou e terminou próximo de R$ 5,10. A curva de juros futuros também registrou abertura, em uma sessão marcada pela piora do ambiente externo, alta do petróleo e aumento das incertezas no cenário institucional e fiscal doméstico.

A movimentação contrasta com a sessão anterior, quando ativos brasileiros haviam recebido forte fluxo estrangeiro, com valorização de ações mais sensíveis aos juros e de empresas ligadas a commodities. Esse movimento recente deixa o mercado doméstico especialmente sensível à combinação entre cenário político, inflação e trajetória da Selic.

Às 9 horas, o mercado acompanha a Pesquisa Mensal de Serviços referente a julho. Na leitura anterior, o volume de serviços ficou estável no mês e avançou 2,0% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado de hoje será relevante para avaliar o ritmo da atividade econômica antes da próxima decisão do Copom.

A atenção também começa a se deslocar para sexta feira, quando será divulgado o IPCA de agosto. A leitura terá peso relevante nas expectativas para a política monetária brasileira, principalmente diante da pressão adicional que a recente alta do petróleo pode exercer sobre projeções de inflação.

Internacional

O petróleo permanece como principal vetor de risco global. O Brent chegou a operar acima de US$ 102 nesta manhã, após fechar acima de US$ 100 na quarta feira. A troca de ataques entre Estados Unidos e Irã e os riscos envolvendo o Estreito de Hormuz aumentam o temor de interrupções na oferta global de energia.

Nos Estados Unidos, os futuros das bolsas operavam próximos da estabilidade nesta manhã, enquanto o rendimento do Treasury de dez anos rondava 4,86%. O mercado avalia até que ponto a alta da energia poderá dificultar o processo de desinflação e limitar a flexibilização monetária pelo Federal Reserve.

A agenda americana traz hoje o índice de preços ao produtor de agosto e os pedidos semanais de seguro desemprego. O consenso aponta aproximadamente 205 mil novos pedidos, contra 206 mil na leitura anterior. Os números antecedem o CPI de agosto, previsto para sexta feira, que tende a ter influência ainda maior sobre as expectativas para os juros americanos.

Na Europa, o Banco Central Europeu anuncia sua decisão de política monetária nesta quinta feira. O mercado atribui elevada probabilidade a uma elevação de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, com atenção concentrada principalmente nas projeções econômicas e na comunicação de Christine Lagarde sobre os próximos passos.

Empresas & Setores

O setor de petróleo permanece no centro das atenções. A manutenção do Brent acima de US$ 100 tende a oferecer suporte às produtoras brasileiras, especialmente Petrobras e empresas independentes, embora o ambiente geopolítico aumente significativamente a volatilidade. Petrobras continua entre os ativos de maior peso no Ibovespa e, junto com Vale e grandes bancos, possui influência relevante sobre a direção do índice.

Vale também segue relevante para o comportamento da Bolsa, em meio ao desempenho das commodities e ao fluxo estrangeiro. Na visão atualmente publicada pela XP, Petrobras possui recomendação de compra e preço alvo de R$ 63, enquanto Vale aparece com recomendação neutra e preço alvo de R$ 85.

Insights da nossa mesa

O mercado entra em uma janela de elevada densidade macroeconômica. Petróleo acima de US$ 100, decisão do BCE, inflação brasileira e americana e reuniões de bancos centrais na próxima semana podem provocar mudanças importantes nas curvas de juros e na precificação dos ativos.

Para o investidor brasileiro, o ponto central é observar se a pressão das commodities será temporária ou suficientemente persistente para alterar expectativas de inflação. Uma deterioração dessas expectativas pode reduzir o espaço para queda dos juros e aumentar a volatilidade de ativos sensíveis à Selic. Por outro lado, empresas exportadoras e ligadas à produção de petróleo podem continuar encontrando suporte em preços elevados das commodities.

Acompanhe os movimentos do mercado com quem entende do assunto.

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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research, Banco Central Europeu.

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