Center News: Quarta feira, 9 de Setembro de 2026
Morning Call
Bom dia! Os mercados começam esta quarta feira com maior cautela no exterior, pressionados pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelo petróleo Brent acima de US$ 100 por barril. No Brasil, os ativos chegam ao pregão sustentados pelo forte desempenho de ontem e pela melhora recente na percepção sobre o cenário doméstico, embora juros globais elevados e energia mais cara recomendem atenção.
Brasil
O Ibovespa encerrou a terça feira aos 187.366,84 pontos, com alta de 1,20%, dando continuidade ao movimento positivo dos ativos brasileiros. O dólar terminou próximo de R$ 5,09, com valorização do real, enquanto a ponta longa da curva de juros apresentou alívio.
O movimento doméstico segue fortemente influenciado pela leitura do mercado sobre o cenário eleitoral e suas possíveis implicações para a política fiscal a partir de 2027. Esse fator tem ajudado os ativos locais a apresentar desempenho melhor que o observado no exterior em algumas sessões recentes.
Na agenda desta quarta feira, o Banco Central divulga às 14h30 o fluxo cambial semanal, indicador importante para avaliar a entrada e saída efetiva de moeda estrangeira do país. O mercado também monitora a atuação do BC no câmbio diante do ambiente de maior volatilidade internacional.
Internacional
O principal vetor de risco nesta manhã vem novamente do Oriente Médio. O petróleo Brent superou US$ 100 por barril, ampliando os ganhos pela quarta sessão consecutiva após uma nova escalada envolvendo Estados Unidos e Irã.
A alta do petróleo recoloca a inflação no centro das discussões. Energia mais cara pode aumentar custos de transporte e produção, dificultando o trabalho dos bancos centrais e reduzindo o espaço para uma política monetária mais flexível.
Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries seguem elevados. A taxa do título de dez anos estava próxima de 4,80% nesta manhã. Futuros do S&P 500 operavam perto da estabilidade, enquanto as bolsas europeias apresentavam queda, com o Stoxx 600 recuando aproximadamente 0,8%.
A atenção também começa a migrar para os indicadores de inflação dos Estados Unidos que serão divulgados nos próximos dias. PPI e CPI terão peso relevante na formação das expectativas para a próxima decisão do Federal Reserve, especialmente em um ambiente no qual o choque de energia pode voltar a pressionar preços.
Empresas & Setores
O petróleo acima de US$ 100 tende a manter Petrobras e demais empresas de exploração e produção no radar dos investidores. O movimento beneficia as receitas do setor de energia, mas aumenta a pressão de custos para segmentos como transporte, indústria e empresas mais dependentes de combustíveis.
Na Europa, a Inditex, controladora da Zara, operava em forte queda após divulgar lucro operacional abaixo das expectativas no segundo trimestre, apesar do crescimento das vendas.
No setor de tecnologia, a Alphabet anunciou planos de investir cerca de € 13 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial na Finlândia, enquanto a Amazon avançou com uma nova emissão de dívida em libras.
Insights da nossa mesa
A sessão coloca frente a frente dois vetores importantes para o investidor brasileiro.
De um lado, os ativos domésticos vêm mostrando força, acompanhados por valorização do real e redução de parte dos prêmios na curva de juros. Do outro, o petróleo acima de US$ 100 e os Treasuries próximos de níveis elevados aumentam novamente o risco de inflação global persistente.
Nesse contexto, a continuidade do bom desempenho da bolsa brasileira dependerá da capacidade dos fatores domésticos de compensarem a deterioração externa. Energia tende a permanecer como um dos segmentos mais favorecidos, enquanto ativos sensíveis a juros podem apresentar maior volatilidade.
Para as próximas sessões, petróleo, inflação americana e comportamento dos juros dos Estados Unidos serão peças fundamentais para definir o espaço de valorização dos ativos de risco.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea e XP Research.
