Morning Call – 02/09/2026

Morning Call – 02/09/2026
Center News: Quarta feira, 2 de setembro de 2026
Bom dia! Os mercados iniciam esta quarta feira com maior cautela no exterior. A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã mantém o petróleo próximo de US$ 95 por barril, pressiona os juros globais e reduz o apetite por risco. No Brasil, o Ibovespa chega ao pregão após dez altas consecutivas, enquanto investidores aguardam novos dados de atividade econômica.
Brasil
O Ibovespa encerrou a terça feira com alta de 1,30%, aos 179.722,48 pontos, registrando o décimo avanço consecutivo. Durante o pregão, o índice chegou a superar 181 mil pontos. Petrobras, Vale e bancos contribuíram para o movimento, com destaque para o setor de petróleo diante da forte valorização da commodity no exterior.
O dólar comercial recuou 0,52% na sessão anterior, para R$ 5,15, enquanto os juros futuros apresentaram fechamento em parte da curva após o PIB brasileiro confirmar desaceleração da atividade. A economia cresceu 0,5% no segundo trimestre, dado que reforçou a percepção de espaço para continuidade do ciclo de redução da Selic, atualmente em 14% ao ano.
A agenda desta manhã tem como principal destaque a produção industrial de julho, que será divulgada pelo IBGE às 9 horas. A leitura anterior mostrou queda mensal de 1,8%. Um novo sinal de enfraquecimento da atividade pode fortalecer as apostas em cortes adicionais da Selic, embora a alta recente do petróleo represente um risco para a trajetória da inflação.
Internacional
O ambiente externo começa o dia mais defensivo. Os futuros de Nova York operam com viés negativo, especialmente no setor de tecnologia, diante da combinação de petróleo elevado e avanço dos rendimentos dos Treasuries. O Brent negociava próximo de US$ 95 por barril nas primeiras horas da manhã, após forte valorização na sessão anterior.
O rendimento do Treasury americano de dez anos se aproxima de 4,8%, refletindo uma reprecificação das expectativas de inflação e política monetária. A alta do petróleo aumenta a preocupação de que o choque energético possa dificultar o processo de desinflação nos Estados Unidos e exigir uma postura mais restritiva do Federal Reserve.
A agenda americana traz hoje o relatório ADP de emprego privado referente a agosto, com expectativa de criação de aproximadamente 47 mil vagas. Mais tarde, o Federal Reserve publica o Livro Bege, documento que reúne informações sobre atividade, emprego e preços nas diferentes regiões dos Estados Unidos. Os dados ganham importância antes do payroll de sexta feira e da reunião do Fed em setembro.
Empresas & Setores
Petrobras segue no centro das atenções após PETR4 avançar 4,11% ontem, acompanhando a valorização do petróleo. A manutenção do Brent próximo de US$ 95 pode continuar oferecendo suporte às empresas do setor, embora aumente simultaneamente o risco inflacionário para a economia global.
Vale também permanece no radar. A companhia realiza hoje o pagamento de aproximadamente R$ 8,64 bilhões em remuneração aos acionistas, considerando juros sobre capital próprio e dividendos aprovados referentes ao primeiro semestre de 2026.
Entre os setores domésticos, ações ligadas à atividade econômica devem reagir aos números da produção industrial. Bancos também merecem atenção após contribuírem positivamente para o desempenho do Ibovespa na sessão anterior.
Insights da nossa mesa
A abertura desta quarta feira coloca o mercado brasileiro entre duas forças importantes. Internamente, a desaceleração gradual da atividade e a perspectiva de juros menores continuam favorecendo ativos locais. Externamente, porém, a escalada do petróleo e dos juros longos americanos aumenta a volatilidade e exige maior seletividade.
Após dez sessões consecutivas de alta do Ibovespa, movimentos de realização podem ocorrer naturalmente. O ponto central para o investidor permanece na construção de portfólios equilibrados, combinando ativos beneficiados pela perspectiva de queda da Selic com posições capazes de oferecer proteção diante de riscos externos e inflacionários.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research.

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