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Sexta feira, 18 de setembro de 2026
Boa noite! Os mercados encerram a semana em ambiente de cautela, com investidores ajustando posições após uma sequência importante de decisões de juros no Brasil, nos Estados Unidos e no Japão. No cenário doméstico, questões fiscais e o novo patamar da Selic seguiram no centro das atenções, enquanto no exterior os Treasuries e a volatilidade do petróleo limitaram o apetite ao risco.
Brasil
O Ibovespa encerrou esta sexta feira em queda de aproximadamente 0,41%, na região dos 185 mil pontos, após ter fechado a sessão anterior aos 185.992 pontos. O movimento refletiu realização de posições e cautela após uma semana marcada pelas decisões de política monetária no Brasil e no exterior.
No câmbio, o dólar terminou próximo de R$ 5,14, com leve valorização frente ao real. Durante o pregão, a moeda chegou a negociar acima de R$ 5,16. O Banco Central também realizou operações para fornecer liquidez ao mercado cambial.
A principal referência doméstica continua sendo a decisão do Copom desta semana. O Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. O movimento reforçou a percepção de continuidade gradual do ciclo de flexibilização monetária, ainda condicionado ao comportamento da inflação, das expectativas e das contas públicas.
O anúncio de reajuste do Bolsa Família também permaneceu no radar dos investidores. O aumento do benefício trouxe novas discussões sobre trajetória fiscal e contribuiu para a volatilidade dos ativos brasileiros ao longo dos últimos pregões.
Internacional
Nos Estados Unidos, Wall Street encerrou uma semana bastante volátil. O S&P 500 avançou cerca de 0,17% nesta sexta feira e o Nasdaq subiu aproximadamente 0,39%, enquanto o Dow Jones recuou perto de 0,18%. O rendimento do Treasury de dez anos voltou à região de 5%, mantendo pressão sobre ativos de risco.
O mercado ainda digere a decisão do Federal Reserve de elevar sua taxa básica em 0,25 ponto percentual. A combinação entre inflação ainda elevada, petróleo acima dos níveis observados meses atrás e juros longos próximos das máximas recentes continua sendo um dos principais vetores para os mercados globais.
Na agenda econômica, a produção industrial americana ficou estável em agosto, abaixo da expectativa de avanço de 0,3%. A utilização da capacidade instalada permaneceu em 76,3%. O dado adiciona sinais de moderação da atividade, embora ainda não seja suficiente, isoladamente, para alterar a leitura sobre a política monetária americana.
No Japão, o Banco do Japão elevou sua taxa básica para 1,25% ao ano, maior patamar em 31 anos. A decisão reforçou a percepção de normalização monetária no país e ajudou a pressionar os rendimentos dos títulos soberanos globais.
O petróleo permaneceu bastante volátil após uma semana marcada pelas tensões no Oriente Médio e por preocupações relacionadas à oferta. O Brent encerrou o período ainda acima de US$ 100 por barril, mantendo o mercado atento aos potenciais impactos sobre inflação e política monetária.
Empresas & Setores
Entre os destaques corporativos, a EZ Tec ganhou atenção depois de anunciar contrato de aproximadamente R$ 1,17 bilhão relacionado à locação de um complexo comercial ao Itaú Unibanco. As ações chegaram a apresentar valorização expressiva durante a sessão.
O Assaí anunciou a aquisição de 18 postos de combustíveis por cerca de R$ 80 milhões. Já a Petrobras informou contratos para exploração de petróleo na Costa do Marfim, ampliando sua exposição internacional.
A Brava Energia comunicou o encerramento do processo de venda de 11 concessões terrestres na Bacia Potiguar. A TIM, por sua vez, aprovou aproximadamente R$ 515 milhões em juros sobre capital próprio.
Insights da nossa mesa
A semana termina com uma mudança importante na configuração dos juros globais e domésticos.
No Brasil, o início de uma nova etapa de redução da Selic tende a melhorar gradualmente o ambiente para ativos sensíveis à atividade econômica, mas a curva de juros continua refletindo um prêmio relevante diante das incertezas fiscais.
No exterior, o cenário permanece mais desafiador. Treasuries próximos de 5%, petróleo acima de US$ 100 e bancos centrais ainda preocupados com inflação criam um ambiente em que movimentos de mercado podem continuar mais intensos.
Para o investidor brasileiro, o momento reforça a importância da diversificação. A renda fixa continua oferecendo taxas elevadas, enquanto a redução gradual da Selic pode abrir espaço para uma reprecificação seletiva de ativos de risco ao longo dos próximos meses.
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Fontes: XP Research, InfoMoney, Bloomberg Línea.
