Morning Call – 17/09/2026

Morning Call – 17/09/2026

Center News | Quinta feira, 17 de setembro de 2026

Bom dia! Os mercados iniciam esta quinta feira digerindo uma Super Quarta de movimentos opostos na política monetária. No Brasil, o Copom reduziu a Selic para 13,75% ao ano. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve elevou os juros para a faixa entre 3,75% e 4,00%. A combinação reduz o diferencial de juros entre os dois países e coloca câmbio, curva de juros e fluxo estrangeiro no centro das atenções.

Brasil

O Ibovespa encerrou a quarta feira em queda de 0,51%, aos 185.547 pontos. A sessão teve pressão relevante das ações ligadas ao petróleo, enquanto papéis mais sensíveis à economia doméstica apresentaram desempenho relativamente melhor. O dólar terminou próximo de R$ 5,15, com variação discreta no dia.

Após o fechamento, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Segundo a XP, o comunicado manteve postura cautelosa e deixou espaço para novos cortes, incorporando uma leitura de inflação mais favorável e atividade econômica menos aquecida. A projeção de inflação do Banco Central para o horizonte relevante permaneceu em 3,2%.

Para os ativos brasileiros, a atenção se concentra na reação da curva de juros à continuidade do ciclo de flexibilização e no impacto da redução do diferencial de taxas em relação aos Estados Unidos. A manutenção de juros domésticos ainda elevados continua sustentando a atratividade da renda fixa, embora cortes adicionais possam favorecer gradualmente segmentos mais dependentes de crédito e atividade econômica.

Internacional

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para a faixa entre 3,75% e 4,00%. A decisão foi unânime e o comunicado afirmou que a inflação permanece elevada. A sinalização de política monetária mais restritiva fortaleceu o dólar no mercado internacional.

Na abertura desta quinta feira, os futuros do S&P 500 avançavam cerca de 0,7%, enquanto os contratos do Nasdaq 100 subiam aproximadamente 0,8%. O movimento era acompanhado por queda do petróleo, com o Brent recuando cerca de 1% e negociado abaixo de US$ 105 por barril, reduzindo parte das preocupações inflacionárias recentes.

A agenda internacional também traz a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra e os pedidos semanais de auxílio desemprego nos Estados Unidos. Os dados americanos ganham importância adicional após a postura mais firme adotada pelo Fed.

Empresas & Setores

O setor de petróleo segue entre os principais pontos de atenção. A Petrobras caiu com força na sessão anterior, acompanhando o recuo do petróleo, movimento que contribuiu para a queda do Ibovespa. PETR4 encerrou a quarta feira com baixa de 3,53%.

No noticiário corporativo desta manhã, a WEG anunciou mudança na vice presidência de Transmissão e Distribuição prevista para 2027. Bradsaúde e Rede D’Or ampliaram sua parceria com um novo projeto em Jundiaí. A Intelbras aprovou R$ 20 milhões em juros sobre capital próprio. Casas Bahia também permanece no radar diante da necessidade de reenquadramento da cotação de suas ações às regras da B3.

Entre os setores domésticos, a redução da Selic tende a manter atenção sobre empresas de consumo, construção, varejo e outros segmentos sensíveis ao custo de capital. Em sentido contrário, petróleo e commodities permanecem mais expostos à dinâmica internacional de preços e às tensões geopolíticas.

Insights da nossa mesa

A principal mensagem desta manhã vem do contraste entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto o Copom avança de forma gradual no ciclo de redução da Selic, o Fed voltou a elevar juros e reforçou sua preocupação com a inflação.

Para o investidor brasileiro, esse movimento exige atenção especial ao câmbio e à curva de juros. A Selic em 13,75% mantém a renda fixa relevante na composição das carteiras, enquanto a continuidade do ciclo de cortes pode ampliar seletivamente o interesse por ativos ligados à economia doméstica.

No mercado acionário, o cenário sugere maior importância da diversificação. Juros menores no Brasil podem beneficiar empresas mais sensíveis à atividade, enquanto a política monetária americana mais restritiva e a volatilidade das commodities continuam sendo fontes relevantes de risco para os ativos brasileiros.

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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea e XP Research.

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