Night Call – 10/09/2026

Night Call – 10/09/2026
Center News Night Call: Quinta feira, 10 de setembro de 2026
Boa noite! Os mercados encerram a quinta feira sob cautela, com petróleo acima de US$ 100, inflação ainda pressionada nas economias desenvolvidas e bancos centrais reforçando uma postura mais restritiva. No Brasil, a Bolsa mostrou resistência, mas commodities limitaram o desempenho do índice.
Brasil
Na última leitura disponível no fim da tarde, o Ibovespa operava próximo da estabilidade, na região dos 185 mil pontos, depois da queda de 1,42% registrada na quarta feira. Petrobras e Vale estiveram entre as principais pressões do pregão, enquanto bancos apresentaram desempenho relativamente mais favorável.
O dólar permaneceu ao redor de R$ 5,10, em uma sessão marcada pelo equilíbrio entre o ambiente externo mais defensivo e o comportamento dos ativos domésticos. Na véspera, a moeda havia encerrado próxima de R$ 5,11.
A curva de juros continuou sensível ao cenário fiscal, à inflação e principalmente à forte valorização do petróleo. O movimento merece atenção porque preços mais elevados de energia podem dificultar o processo de desinflação e reduzir o espaço para flexibilização monetária. A Selic permanece em 14,00% ao ano.
No campo doméstico, o IPC Fipe avançou 0,26% na primeira quadrissemana de setembro, depois de alta de apenas 0,01% em agosto, com aceleração em cinco dos sete componentes pesquisados.
Internacional
O principal evento macroeconômico do dia foi a inflação ao produtor nos Estados Unidos. O PPI avançou 0,4% em agosto, enquanto o núcleo subiu 0,2%. Em doze meses, o índice cheio acumulou alta de 5,4%. O dado manteve elevada a atenção para a reunião do Federal Reserve dos dias 15 e 16 de setembro.
Em Wall Street, os índices operavam em queda durante a tarde, pressionados pelo ambiente inflacionário e pela escalada do petróleo. Por volta do meio do pregão americano, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuavam aproximadamente 0,60%, 0,58% e 0,65%, respectivamente.
Na Europa, o Banco Central Europeu elevou os juros em 0,25 ponto percentual. A taxa de depósito passou para 2,50%, enquanto a taxa de refinanciamento chegou a 2,65%. A autoridade monetária destacou riscos de inflação associados ao aumento dos custos de energia e à guerra no Oriente Médio.
O petróleo permaneceu como um dos principais vetores de risco global. O Brent superou US$ 100 por barril nesta semana diante da intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã, ampliando preocupações com inflação e com a trajetória dos juros internacionais.
Empresas & Setores
Petrobras sentiu a volatilidade do petróleo e também permaneceu no radar após as novas medidas do governo para os combustíveis. O cenário cria uma combinação relevante para o investidor, pois preços internacionais elevados favorecem receitas do setor, mas medidas domésticas de contenção de preços adicionam incerteza sobre margens e política comercial.
Vale operou pressionada ao longo da sessão, enquanto o mercado acompanha tanto o minério de ferro quanto a estratégia financeira da companhia. A mineradora avalia acessar o mercado de títulos da China ainda em 2026, país responsável por aproximadamente metade de sua receita.
No setor financeiro, bancos mostraram comportamento relativamente mais resiliente no pregão, contribuindo para reduzir parte da pressão exercida pelas empresas ligadas a commodities.
Insights da nossa mesa
O mercado voltou a lembrar nesta quinta feira que o processo de desinflação global continua vulnerável a choques de energia.
Com o petróleo acima de US$ 100, o debate deixa de ser apenas sobre quando os bancos centrais poderão reduzir juros e passa novamente pela possibilidade de manutenção de condições monetárias restritivas por mais tempo.
Para o investidor brasileiro, esse ambiente reforça a importância da diversificação. A renda fixa permanece competitiva com a Selic elevada, enquanto a Bolsa continua oferecendo oportunidades seletivas em empresas com geração de caixa consistente, baixa alavancagem e capacidade de atravessar períodos de maior volatilidade.
Os próximos dados de inflação dos Estados Unidos e a reunião do Fed ganham peso adicional na definição da direção dos mercados nas próximas sessões.
Acompanhe os movimentos do mercado com quem entende do assunto.
Na Center Inc., transformamos informação em estratégia.
Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research.

Mais conteúdos

Canal Oficial da Center

Análises do cenário econômico, conteúdo educacional e leitura de mercado direto de quem acompanha o dia a dia dos investimentos.

Entrar no canal