Night Call – 25/08/2026

Night Call – 25/08/2026
Center News | Night Call | Terça feira, 25 de agosto de 2026
Boa noite! O mercado brasileiro encerrou a terça feira com forte recuperação, apoiado pela queda dos juros futuros, valorização de bancos e Vale e melhora do ambiente externo. A redução do petróleo também ajudou a aliviar pressões inflacionárias globais, embora tenha pesado sobre as ações da Petrobras.
Brasil
O Ibovespa avançou 1,55%, encerrando aos 174.576,80 pontos, com ganho de aproximadamente 2.670 pontos. Foi a quinta sessão consecutiva de alta, reduzindo a perda acumulada em agosto para cerca de 1,9%. O movimento ganhou força durante a tarde, especialmente com bancos, mineração, varejo e empresas mais sensíveis aos juros.
O dólar comercial recuou 0,10%, para R$ 5,14, próximo da mínima da sessão. Paralelamente, os contratos de juros futuros registraram queda ao longo da curva, favorecidos pelo recuo dos Treasuries e pela menor pressão do petróleo sobre as expectativas de inflação.
Entre os destaques da Bolsa, Banco do Brasil avançou 5,22%, Bradesco subiu 3,13% e Itaú ganhou 1,83%. Vale avançou 2,04%, apoiada pelas perspectivas de expansão da produção de minério de ferro. Magazine Luiza liderou as altas do índice, com valorização de 9,13%, seguida por Assaí e Cury.
Na agenda macroeconômica, a arrecadação federal de julho alcançou R$ 289,346 bilhões, representando crescimento real de 8,97% na comparação anual. A melhora da arrecadação oferece suporte às contas públicas, mas o cenário fiscal continua sendo um dos principais fatores de risco para os ativos brasileiros.
A atenção agora se volta ao IPCA 15 de agosto, previsto para quarta feira. A expectativa indicada pelo mercado é de variação negativa de aproximadamente 0,30%, com inflação em doze meses ao redor de 4,34%. Uma leitura benigna pode reforçar o fechamento da curva de juros e melhorar a percepção sobre ativos domésticos sensíveis ao ciclo monetário.
Internacional
Wall Street terminou a sessão em alta. O S&P 500 e o Dow Jones avançaram cerca de 0,3%, enquanto o Nasdaq ganhou aproximadamente 0,66%, impulsionado principalmente pelo setor de semicondutores. Os Treasuries também apresentaram queda nas taxas, oferecendo suporte adicional aos ativos de risco.
O petróleo registrou forte correção, com o Brent recuando aproximadamente 3,6%, refletindo expectativas de menor tensão envolvendo Estados Unidos e Irã e perspectivas de melhora na circulação pelo Estreito de Hormuz. A redução do petróleo diminuiu parte das preocupações relacionadas à inflação global.
Os investidores internacionais direcionam agora a atenção para dados relevantes nos Estados Unidos, especialmente uma nova leitura do PIB do segundo trimestre e o índice PCE, principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve. O mercado também monitora o resultado da Nvidia e as próximas sinalizações do presidente do Fed, Kevin Warsh, durante o simpósio de Jackson Hole.
Empresas & Setores
A Braskem permaneceu no centro das atenções após protocolar um plano de recuperação extrajudicial para reestruturar aproximadamente US$ 10,9 bilhões em obrigações financeiras. A ação preferencial caiu 13,11% e foi retirada do Ibovespa e de outros índices da B3 após a classificação da companhia em recuperação extrajudicial.
A Petrobras recuou 1,80%, acompanhando a forte queda do petróleo internacional. A Prio também terminou em baixa, com perda de aproximadamente 1,20%.
A Vale, por outro lado, avançou 2,04%. O movimento veio acompanhado de declarações da administração sobre potencial de expansão de até 50 milhões de toneladas anuais na capacidade de produção de minério de ferro caso novos projetos na região de Carajás avancem.
No setor de saúde, a Hapvida informou que avalia reajustes ou mudanças em contratos coletivos envolvendo aproximadamente 947 mil beneficiários, com foco em contratos cuja precificação é considerada defasada.
Insights da nossa mesa
A sessão reforçou a recuperação observada nos últimos pregões, com melhora importante da participação de bancos, varejo e ações domésticas. O fechamento da curva de juros amplia o suporte para setores mais sensíveis às condições financeiras, enquanto o recuo do petróleo contribui para aliviar parte das preocupações inflacionárias.
Ainda assim, a sequência de cinco altas não elimina os principais pontos de atenção. O cenário fiscal brasileiro, o processo eleitoral e o fluxo de capital estrangeiro continuam capazes de elevar a volatilidade. No exterior, PCE, atividade americana, Nvidia e Jackson Hole podem redefinir expectativas para a política monetária dos Estados Unidos.
Para o investidor brasileiro, os próximos indicadores de inflação serão particularmente relevantes. Uma combinação de inflação doméstica mais comportada, juros globais menores e manutenção do alívio no petróleo tende a favorecer ativos locais, especialmente aqueles mais dependentes do ciclo de juros. Por outro lado, surpresas inflacionárias ou nova deterioração fiscal podem rapidamente devolver prêmio à curva.
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Fontes: InfoMoney, Bloomberg Línea.

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