Morning Call – 25/08/2026

Morning Call – 25/08/2026
Center News: Terça feira, 25 de agosto de 2026
Bom dia! Os mercados internacionais começam a terça feira com melhora do apetite ao risco. O recuo do petróleo e sinais de menor tensão entre Estados Unidos e Irã aliviam a preocupação com inflação global, enquanto investidores já se posicionam para os próximos dados econômicos dos Estados Unidos e para as sinalizações do Federal Reserve.
Brasil
O Ibovespa encerrou a segunda feira aos 171.907 pontos, com alta de 0,51%, sustentado principalmente pela Vale e por ações do setor financeiro. Foi mais uma sessão positiva para a bolsa brasileira após a recuperação observada no fim da semana passada. O dólar avançou para aproximadamente R$ 5,15, enquanto os juros futuros apresentaram comportamento misto.
A Vale avançou 2,8% na sessão anterior, favorecida pela valorização do minério de ferro. Na direção contrária, a queda do petróleo pressionou a Petrobras, enquanto a Braskem voltou a registrar forte desvalorização após o pedido de recuperação extrajudicial.
No cenário macroeconômico, o Boletim Focus divulgado ontem manteve a expectativa de inflação em 5,02% e de Selic em 13,75% ao ano, enquanto a projeção de crescimento do PIB de 2026 foi reduzida de 1,98% para 1,85%.
A agenda desta terça feira inclui dados de confiança do consumidor e, às 11h, a Receita Federal apresenta os números da arrecadação federal de julho. O principal indicador doméstico da semana será o IPCA 15 de agosto, previsto para quarta feira, com expectativa de queda mensal de 0,31%, segundo projeções de mercado reunidas pelo InfoMoney.
O ambiente eleitoral também permanece relevante para os ativos locais, especialmente para câmbio e curva de juros, diante da maior proximidade observada nas pesquisas presidenciais recentes.
Internacional
O exterior apresenta tom mais positivo nesta manhã. Bolsas asiáticas fecharam em alta, com Nikkei avançando 0,58% e Kospi 0,68%. Na Europa, os principais índices também operavam no campo positivo no início da manhã, enquanto os futuros de Wall Street indicavam ganhos, com S&P 500 futuro em alta de 0,47%, Nasdaq futuro de 0,94% e Dow Jones futuro de 0,46%.
O petróleo é um dos principais vetores do dia. O Brent recuava cerca de 2,65%, para US$ 88,14 por barril, diante da possibilidade de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã e de normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz. A queda reduz momentaneamente o prêmio de risco inflacionário e favorece ativos de risco globais, embora possa limitar o desempenho das petroleiras brasileiras.
Nos Estados Unidos, investidores também começam a direcionar as atenções para os próximos indicadores de atividade e inflação e para as sinalizações do Federal Reserve. O mercado monitora especialmente o discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole, em busca de pistas sobre a trajetória dos juros americanos.
O desempenho das empresas de tecnologia também ganha relevância à medida que o mercado se prepara para o resultado da Nvidia, considerado um importante termômetro para o ciclo de investimentos em inteligência artificial.
Empresas & Setores
Braskem continua no centro das atenções. A companhia protocolou pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar aproximadamente US$ 10,9 bilhões em dívidas. Os papéis recuaram fortemente na sessão anterior e o processo deverá permanecer como fonte de volatilidade, especialmente diante das negociações com credores e das discussões sobre eventual participação financeira dos acionistas.
Vale chega ao pregão após subir 2,8% na segunda feira, beneficiada pelo minério de ferro. O papel permanece relevante para a sustentação do Ibovespa caso o ambiente favorável para metais continue.
Petrobras tende a enfrentar um cenário mais desafiador nesta abertura devido à forte queda do petróleo no mercado internacional. A companhia recuou quase 5% na sessão anterior, acompanhando a correção da commodity.
Para o setor financeiro, a combinação entre juros domésticos ainda elevados, cenário eleitoral e evolução do crédito continua importante. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou ontem o elevado nível de endividamento e de inadimplência na economia brasileira.
Insights da nossa mesa
O início desta terça feira apresenta uma combinação mais construtiva para ativos de risco, principalmente devido ao alívio do petróleo e ao desempenho positivo das bolsas internacionais. Para o Brasil, esse movimento externo pode oferecer suporte à bolsa e ao real, mas fatores domésticos continuam exigindo seletividade.
A proximidade dos 172 mil pontos coloca novamente o Ibovespa em uma região importante, enquanto inflação, trajetória da Selic, cenário fiscal e eleições seguem determinando o prêmio de risco dos ativos brasileiros.
No curto prazo, a queda do petróleo pode provocar rotação dentro do próprio índice, reduzindo o suporte das petroleiras e aumentando a importância de bancos, mineração e empresas ligadas ao mercado doméstico.
Para o investidor, o momento reforça a importância de diversificação e disciplina na alocação. O ambiente oferece oportunidades, mas permanece sensível a mudanças rápidas nas expectativas de juros, inflação, geopolítica e política doméstica.
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Fontes: InfoMoney, Bloomberg Línea, Valor Econômico, XP Research, Ministério da Fazenda e fontes complementares de mercado.

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