Morning Call – 19/08/2026

Morning Call – 19/08/2026

Center News: Quarta feira, 19 de agosto de 2026

Bom dia! Os mercados iniciam esta quarta feira em clima de cautela. A escalada dos juros longos globais, a alta do petróleo e as tensões no Oriente Médio seguem pressionando o apetite por risco, enquanto investidores aguardam a ata do Federal Reserve em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.

Brasil

O Ibovespa encerrou a terça feira em queda de 0,27%, aos 166.335 pontos, acumulando a décima primeira sessão consecutiva de baixa. O movimento refletiu a piora do ambiente externo e a persistência da saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira. O dólar avançou para cerca de R$ 5,22.

Na curva de juros, o fechamento anterior mostrou maior pressão nos vencimentos longos. O DI para janeiro de 2027 encerrou em 13,75%, enquanto os contratos para janeiro de 2029 e janeiro de 2031 fecharam em 14,34% e 14,64%, respectivamente. O movimento reforça a sensibilidade do mercado às discussões fiscais e ao prêmio de risco doméstico.

Entre as ações, Hapvida avançou 3,0% ontem em recuperação técnica, enquanto C&A, Cury, Direcional e Lojas Renner figuraram entre as principais quedas, com pressão maior sobre empresas mais sensíveis aos juros e ao consumo doméstico.

Na abertura desta manhã, o Ibovespa Futuro recuava 0,13%, aos 169.300 pontos, por volta das 9h03. O dólar futuro apresentava baixa de 0,19%, negociado próximo de R$ 5,22.

A agenda econômica brasileira é mais esvaziada hoje, sem indicadores macroeconômicos de grande impacto programados para a sessão.

Internacional

O principal evento do dia será a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, prevista para a tarde. O documento será acompanhado de perto em busca de pistas sobre a avaliação do banco central americano a respeito da inflação, atividade econômica e trajetória futura dos juros.

Os juros dos Treasuries seguem no centro das atenções. O rendimento do título americano de 30 anos rondava 5,27% nesta manhã, após alcançar 5,3371% na terça feira, maior nível em quase duas décadas. A alta dos juros longos globais tem elevado a cautela com ativos de risco.

Em Wall Street, os futuros mostravam pouca direção no começo do dia. Por volta das 9h, o Dow Jones Futuro avançava 0,10%, o S&P Futuro ganhava 0,03% e o Nasdaq Futuro recuava 0,25%.

Na Ásia, o ambiente foi mais negativo. O Kospi caiu 5,80%, pressionado principalmente por ações de tecnologia, enquanto mercados chineses também registraram perdas relevantes.

O petróleo permanece como importante vetor de risco. O Brent negociava próximo de US$ 92 por barril, sustentado pelas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã e pelas incertezas sobre o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

Empresas & Setores

O setor de petróleo e gás segue no radar diante da valorização da commodity. A XP destacou uma leitura mais construtiva para Petrobras e PRIO, considerando o ambiente de preços elevados do petróleo e as perspectivas de geração de caixa. Vibra e Ultrapar também aparecem favorecidas pelo cenário atual no segmento de distribuição de combustíveis.

A WEG foi destaque após reuniões com investidores na XP CEO Conference. A avaliação aponta perspectivas de crescimento e margens resilientes, embora a XP considere que boa parte do cenário favorável já esteja incorporada aos preços atuais.

No varejo, a percepção permanece mais cautelosa após uma temporada de resultados considerada fraca. Empresas do setor seguem enfrentando juros elevados, incertezas econômicas e maior seletividade do consumidor.

A Braskem também merece atenção depois dos recentes desdobramentos envolvendo sua estrutura financeira. No pregão anterior, a ação recuou após notícias relacionadas à proteção contra credores e ao processo de reorganização financeira de sua subsidiária mexicana.

Insights da nossa mesa

O mercado começa o dia dividido entre dois vetores importantes. De um lado, juros longos elevados e tensões geopolíticas aumentam a volatilidade e justificam maior seletividade na renda variável. De outro, o nível elevado das taxas domésticas mantém oportunidades relevantes na renda fixa, especialmente para investidores que buscam equilíbrio entre retorno e previsibilidade.

A ata do Fed será o principal teste para o sentimento global nesta sessão. Para o investidor brasileiro, a combinação entre petróleo forte, juros americanos elevados e prêmio de risco doméstico reforça a importância de manter uma carteira diversificada e preparada para diferentes cenários.

Acompanhe os movimentos do mercado com quem entende do assunto.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research.

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