Morning Call – 17/08/2026

Morning Call – 17/08/2026
Center News | Segunda feira, 17 de agosto de 2026
Bom dia! Os mercados iniciam a semana com viés externo moderadamente positivo, apoiados pela redução das apostas em nova alta de juros pelo Federal Reserve. No Brasil, a atenção está concentrada nos sinais de desaceleração da atividade, no Boletim Focus divulgado nesta manhã e no IBC Br de junho, previsto para as 9h. O petróleo e as tensões no Oriente Médio seguem como fontes importantes de volatilidade.
Brasil
O Ibovespa encerrou sexta feira em queda de 0,10%, aos 166.934 pontos, completando nove sessões consecutivas de baixa. O movimento recente tem refletido redução da exposição estrangeira, preocupação com o nível elevado dos juros, cenário fiscal, ambiente eleitoral e riscos geopolíticos.
No câmbio, o dólar à vista fechou sexta feira com alta de 0,56%, a R$ 5,21, quinta valorização seguida e maior nível desde 30 de março. Na semana, a moeda avançou cerca de 2,7%, em meio à busca por proteção e à saída de capital estrangeiro de ativos locais.
O Boletim Focus, divulgado às 8h30, manteve a projeção para o IPCA de 2026 em 5,02%, para a Selic no encerramento do ano em 13,75% e para o dólar em R$ 5,20. A estimativa de crescimento do PIB brasileiro em 2026 permaneceu em 1,98%. Para 2027, a projeção de crescimento caiu de 1,52% para 1,50%.
Os indicadores de inflação divulgados pela FGV nesta manhã também trouxeram sinais de alívio. O IGP 10 caiu 0,51% em agosto, acumulando alta de 2,00% em doze meses. Já o IPC S recuou 0,39% na segunda quadrissemana do mês, com inflação acumulada de 3,91% em doze meses. Energia teve contribuição relevante para a desaceleração.
Às 9h, o Banco Central divulga o IBC Br de junho. A expectativa indicada pela agenda de mercado é de retração de aproximadamente 0,4% na comparação mensal, dado que será acompanhado de perto por seu impacto sobre as expectativas de atividade e sobre a trajetória futura da Selic.
Internacional
Nos Estados Unidos, os futuros apontam abertura mais favorável para as ações de tecnologia. Por volta das primeiras horas desta manhã, o futuro do Nasdaq avançava 0,57% e o do S&P 500 subia 0,14%, enquanto o Dow Jones futuro recuava 0,18%.
A melhora ocorre após dados americanos mais fracos reduzirem a expectativa de aumento dos juros pelo Fed em setembro. Segundo a precificação observada nesta manhã, a probabilidade de alta caiu para cerca de 30%, ante aproximadamente 50% na semana anterior. O mercado aguarda agora a ata da última reunião do Federal Reserve, prevista para quarta feira.
Na Ásia, o dia foi predominantemente positivo. O índice de Xangai avançou 1,41%, Hong Kong ganhou 1,34% e o Nikkei fechou com alta de 0,74%, após o PIB japonês crescer a uma taxa anualizada de 1,1% no segundo trimestre. Na Europa, as bolsas operam próximas da estabilidade.
Nas commodities, o Brent operava perto de US$ 89 por barril, ainda sustentado pelas incertezas no Oriente Médio e pela redução do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. O minério de ferro recuou cerca de 0,70% em Dalian, pressionado por sinais de demanda mais fraca na economia chinesa.
Empresas & Setores
Petrobras permanece no radar após confirmar na sexta feira a presença de hidrocarbonetos em águas ultraprofundas da Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. A descoberta reforçou as expectativas em torno de uma possível nova fronteira de produção de petróleo no país. O tema ganha atenção adicional hoje com a agenda presidencial envolvendo visita a um navio sonda da companhia.
Para o setor de commodities, o cenário é dividido. Empresas ligadas ao petróleo podem continuar sensíveis à volatilidade do Brent e aos acontecimentos no Oriente Médio, enquanto mineradoras enfrentam uma abertura menos favorável diante da queda do minério de ferro na China.
O setor financeiro também merece acompanhamento, especialmente diante da abertura da curva de risco local observada recentemente e das novas projeções do Focus para juros e atividade.
Insights da nossa mesa
A abertura desta segunda feira combina dois vetores importantes. No exterior, a redução das apostas em aperto adicional pelo Fed melhora marginalmente o ambiente para ativos de risco. No Brasil, entretanto, o investidor ainda precisa lidar com juros elevados, dólar pressionado e uma sequência negativa relevante do Ibovespa.
Os indicadores de inflação divulgados nesta manhã ajudam na direção de uma possível continuidade do ciclo de flexibilização monetária, mas o dado de atividade das 9h será fundamental para avaliar a intensidade desse movimento.
Nesse ambiente, seguimos enxergando valor na diversificação entre renda fixa, ativos indexados à inflação e posições selecionadas em renda variável, com atenção especial à qualidade dos ativos e ao horizonte de investimento.
Acompanhe os movimentos do mercado com quem entende do assunto.
Na Center Investimentos, transformamos informação em estratégia.
Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research, Banco Central do Brasil e FGV IBRE.

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