Center News | Night Call | Segunda feira, 28 de setembro de 2026
Boa noite! Os mercados encerram esta segunda feira sob maior cautela, com petróleo em forte alta, avanço dos rendimentos dos Treasuries e aumento da percepção de risco global. No Brasil, o ambiente externo adverso se somou às incertezas domésticas e à proximidade do primeiro turno das eleições.
Brasil
O Ibovespa passou boa parte da sessão pressionado. Pela manhã, chegou à mínima de 181.931 pontos, queda de 0,84%, acompanhando a aversão ao risco no exterior. Houve recuperação ao longo da tarde e, às 16h21, o índice operava aos 183.140 pontos, baixa de 0,23%. Como os dados consolidados de fechamento da B3 ainda não estavam disponíveis nas fontes consultadas no momento desta edição, utilizamos a última leitura confirmada da sessão. InfoMoney
O dólar ganhou força frente ao real. Às 16h21, a moeda era negociada próxima de R$ 5,22, com valorização de aproximadamente 0,68%. O movimento refletiu o fortalecimento global da moeda americana e a maior procura por proteção diante do cenário externo. BolsaNews
No cenário macroeconômico, o Boletim Focus trouxe nova elevação da projeção para o IPCA de 2026, de 4,92% para 4,99%. A mediana para o PIB ficou em 1,86%, enquanto as projeções para o dólar e a Selic ao final do ano ficaram em R$ 5,20 e 13,50%, respectivamente. InfoMoney
As contas externas também entraram no radar. O déficit em transações correntes de agosto ficou em US$ 5,06 bilhões, enquanto o investimento direto no país alcançou US$ 7,40 bilhões. Investing.com Brasil
Internacional
O principal vetor de risco veio novamente do petróleo. O Brent chegou a superar US$ 108 por barril durante a sessão após a rejeição, pelo governo americano, de uma proposta iraniana relacionada às negociações sobre o conflito e à reabertura do Estreito de Ormuz. O movimento reforçou preocupações sobre inflação global e política monetária. InfoMoney
Nos Estados Unidos, o S&P 500 encerrou aos 7.673 pontos, queda de 0,91%. O aumento dos rendimentos dos Treasuries pressionou especialmente segmentos mais sensíveis às taxas de juros, com tecnologia entre os setores de pior desempenho. The Fiscal Wire
O Treasury de dez anos chegou à região de 5,26% durante o pregão, enquanto o ouro registrou forte queda, refletindo a combinação de juros elevados e dólar mais forte. The Motley Fool
A atenção agora se volta para uma semana carregada de indicadores americanos. Dados de inflação e mercado de trabalho terão peso importante na leitura sobre os próximos passos do Federal Reserve. Schaeffer Research
Empresas & Setores
As empresas ligadas ao petróleo destoaram positivamente do restante do mercado brasileiro. Às 16h21, Brava avançava 3,75%, PRIO subia 3,66% e Petrobras ON ganhava 2,32%, beneficiadas pela valorização internacional do petróleo. BolsaNews
No setor financeiro, o mercado manteve atenção sobre bancos e empresas ligadas ao mercado de capitais. Levantamento do JPMorgan com investidores apontou maior preferência por companhias como XP, BTG e B3 em relação aos bancos tradicionais, diante das preocupações com o ciclo de crédito. InfoMoney
A Movida também esteve entre os destaques corporativos ao homologar aumento de capital de R$ 152,48 milhões, com emissão de aproximadamente 22,9 milhões de novas ações. InfoMoney
Insights da nossa mesa
O movimento desta segunda feira reforça a importância do petróleo para a dinâmica global de inflação e juros. Uma permanência da commodity em patamares elevados tende a manter os Treasuries pressionados e pode reduzir o espaço para flexibilização monetária nas principais economias.
Para o investidor brasileiro, o cenário exige atenção simultânea aos juros americanos, à trajetória da inflação doméstica e à volatilidade dos ativos locais. A combinação de juros ainda elevados e maior incerteza favorece uma abordagem disciplinada de diversificação e gestão de risco, especialmente em uma semana com agenda econômica relevante e maior sensibilidade do mercado brasileiro ao noticiário doméstico.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research
