Center News | Quinta feira, 24 de setembro de 2026
Boa noite! Os mercados encerram esta quinta feira em ambiente de maior aversão ao risco, com a alta dos juros globais e do petróleo pressionando ativos de risco. No Brasil, a sessão foi marcada por queda do Ibovespa, valorização do dólar e atenção às sinalizações do Banco Central.
Brasil
O Ibovespa encerrou o pregão em queda de aproximadamente 0,99%, aos 183.965 pontos, segundo dados preliminares de fechamento. O índice chegou a operar abaixo dos 184 mil pontos durante a sessão, refletindo principalmente a pressão dos Treasuries e preocupações com o cenário fiscal doméstico.
No câmbio, o dólar à vista avançou 0,49% e terminou cotado a R$ 5,19, maior fechamento desde 28 de agosto. O movimento acompanhou a valorização global da moeda americana diante da elevação dos juros dos títulos dos Estados Unidos e do menor apetite por ativos emergentes.
O mercado de juros permaneceu sensível ao movimento internacional. Nos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de dez anos chegou à região de 5,15%, próximo dos maiores níveis desde 2007, enquanto os vencimentos mais longos também registraram forte pressão.
No cenário monetário doméstico, o Banco Central divulgou seu Relatório de Política Monetária. Entre os pontos relevantes, a autoridade monetária indicou que, até o momento, não identifica evidências de propagação inflacionária relevante de segunda ordem decorrente do recente choque dos preços do petróleo.
Internacional
A principal fonte de pressão sobre os mercados continuou sendo a combinação entre petróleo elevado e juros americanos em patamares historicamente altos. O avanço dos rendimentos dos Treasuries voltou a pressionar principalmente empresas de tecnologia e ativos mais sensíveis às taxas de desconto.
O petróleo voltou a subir nesta quinta feira diante da ausência de sinais claros de avanço diplomático no conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. A manutenção da commodity em níveis elevados reforça preocupações com inflação global e pode influenciar as próximas decisões dos principais bancos centrais.
Os investidores também acompanharam o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, com comércio internacional e relações econômicas entre Estados Unidos e China entre os principais temas monitorados pelos mercados.
Empresas & Setores
O setor de educação foi um dos principais destaques corporativos do dia após o anúncio da combinação entre Afya e Yduqs. Pelos termos divulgados, os acionistas da Afya ficarão com 69% da companhia combinada e os acionistas da Yduqs com 31%. Analistas destacaram potencial de sinergias e ganho de escala, além do aumento da exposição ao segmento de medicina.
A Vale também esteve no radar após anunciar a retomada parcial das operações na Mina de Fábrica, em Ouro Preto, após autorização judicial.
Outros destaques corporativos envolveram a venda de participações da Iguatemi em cinco shopping centers por R$ 876 milhões, além da aprovação de R$ 185,2 milhões em proventos pela Hypera.
Insights da nossa mesa
A sessão reforça que o comportamento dos juros americanos voltou a ser uma das principais variáveis para a precificação global de ativos. Treasuries próximos das máximas de quase duas décadas elevam a taxa de desconto utilizada pelo mercado e reduzem o espaço para expansão de múltiplos, principalmente em ações de crescimento.
Para o investidor brasileiro, o ambiente combina forças distintas. A perspectiva de flexibilização monetária doméstica pode beneficiar ativos locais ao longo do tempo, mas petróleo elevado, dólar mais forte e juros internacionais altos podem desacelerar esse processo e manter a volatilidade elevada.
Nesse cenário, diversificação e disciplina na alocação seguem especialmente relevantes. O movimento recente mostra que renda fixa, bolsa, câmbio e ativos internacionais continuam respondendo rapidamente às mudanças nas expectativas de inflação e juros.
Acompanhe os movimentos do mercado com quem entende do assunto.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research, Banco Central do Brasil e Reuters.
