Night Call – 22/09/2026

Center News Night Call: Terça feira, 22 de setembro de 2026
Boa noite! Os mercados encerraram a terça feira com maior cautela no Brasil. A ata do Copom, a queda do petróleo e a proximidade das eleições influenciaram os ativos domésticos, enquanto o exterior permaneceu sustentado pelo setor de tecnologia e pelas expectativas em torno da inflação e dos juros americanos.
Brasil
O Ibovespa encerrou o pregão em alta de aproximadamente 0,44%, na região dos 186 mil pontos, devolvendo parte da alta de 0,74% registrada na segunda feira. Bancos e Vale exerceram pressão sobre o índice ao longo da sessão, em um ambiente de maior seletividade entre os investidores.
O dólar comercial caiu 0,13% e terminou próximo de R$ 5,10. O movimento foi moderado, mas interrompeu a valorização do real observada na sessão anterior.
A ata do Copom foi o principal evento macroeconômico doméstico. O Banco Central manteve uma comunicação cautelosa após reduzir a Selic para 13,75% ao ano na reunião da semana passada. O Comitê voltou a destacar que a inflação permanece acima da meta e que a evolução da demanda, das expectativas e do cenário externo continuará determinando o ritmo dos próximos ajustes.
Para o investidor brasileiro, a mensagem reforça que o ciclo de redução da Selic pode continuar, mas sem indicação de aceleração. Esse ambiente mantém a curva de juros especialmente sensível aos próximos dados de inflação, atividade econômica e expectativas.
Internacional
O petróleo voltou a ocupar o centro das atenções. O Brent caiu para menos de US$ 100 por barril durante a sessão e chegou à região de US$ 97, refletindo expectativas de melhora nas condições de escoamento da produção do Oriente Médio e possíveis avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã.
A queda da commodity representa alívio potencial para as expectativas globais de inflação, mas também reduz o suporte para empresas brasileiras diretamente ligadas ao petróleo.
Nos Estados Unidos, as ações de tecnologia continuaram sustentadas pelo entusiasmo com inteligência artificial, após o forte avanço registrado na segunda feira. Ao mesmo tempo, investidores acompanharam os rendimentos dos Treasuries e novas manifestações de dirigentes do Federal Reserve, depois da recente elevação dos juros americanos.
O Treasury de dez anos permaneceu próximo de 5% ao longo da sessão, nível que continua relevante para a precificação global de ativos de risco e para o fluxo destinado a mercados emergentes.
Empresas & Setores
Vale e grandes bancos estiveram entre as principais pressões sobre o Ibovespa durante o dia. Petrobras apresentou comportamento relativamente mais resiliente em parte da sessão, apesar da nova queda das cotações internacionais do petróleo.
Braskem também permaneceu no radar. Segundo informações obtidas pela Bloomberg, credores defendem uma injeção de aproximadamente US$ 3 bilhões pelos acionistas no contexto das negociações para reestruturar cerca de US$ 11 bilhões em dívidas da companhia. As conversas ainda não chegaram a um consenso.
O Grupo GPS anunciou a aquisição de 80% da Qualidados Consultoria e Sistemas, companhia que registrou receita bruta próxima de R$ 272 milhões nos doze meses encerrados em agosto. A conclusão da operação ainda depende das aprovações previstas no acordo.
Insights da nossa mesa
O pregão de hoje mostrou um mercado brasileiro mais sensível à combinação entre juros, petróleo e cenário eleitoral.
A ata do Copom preserva a perspectiva de continuidade gradual do ciclo de cortes, mas reforça que a autoridade monetária ainda não vê espaço para flexibilização acelerada. Na Bolsa, isso mantém a diferenciação entre empresas mais dependentes do custo de capital e companhias com geração de caixa mais resiliente.
Ao mesmo tempo, o petróleo abaixo de US$ 100 reduz uma importante fonte de pressão inflacionária global. Caso esse movimento se sustente, pode contribuir para um cenário mais favorável aos juros internacionais. Para o Brasil, porém, o efeito é misto, já que o alívio macroeconômico vem acompanhado de menor suporte para ações do setor de óleo e gás.
Com juros domésticos ainda elevados, Treasuries próximos de níveis historicamente restritivos e a agenda eleitoral ganhando peso na formação dos preços, diversificação e disciplina na alocação continuam sendo elementos importantes na gestão dos portfólios.
“Acompanhe os movimentos do mercado com quem entende do assunto.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea e XP Research.

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