Center News Night Call: Segunda feira, 21 de setembro de 2026
Boa noite! Os mercados encerraram a segunda feira com melhora do apetite por risco no exterior, apoiados pela forte queda do petróleo e pelo recuo dos rendimentos dos títulos americanos. No Brasil, Bolsa e real acompanharam parte desse movimento, enquanto investidores ajustaram expectativas para juros e inflação após o Boletim Focus.
Brasil
O Ibovespa terminou o pregão próximo de 186,6 mil pontos, com alta de aproximadamente 0,74%. Durante a sessão, o ambiente externo mais favorável ajudou ações ligadas à economia doméstica e instituições financeiras, enquanto Petrobras enfrentou pressão com a queda do petróleo.
O dólar encerrou ao redor de R$ 5,10, com queda próxima de 0,67%. O movimento refletiu a melhora global do apetite por risco, o enfraquecimento das pressões vindas do petróleo e o fluxo mais favorável para moedas emergentes.
Na curva de juros, as taxas recuaram ao longo do pregão. O mercado incorporou a nova leitura do Focus, que passou a projetar Selic de 13,50% ao final de 2026. A projeção anterior era de 13,75%.
Ao mesmo tempo, a expectativa para o IPCA de 2026 subiu de 4,90% para 4,92%, enquanto a estimativa de crescimento do PIB caiu de 1,89% para 1,88%. A combinação mostra expectativa de atividade mais moderada, mas ainda com inflação acima do teto de 4,50% da meta.
O próximo ponto relevante para a política monetária doméstica será a ata do Copom, prevista para terça feira, 22 de setembro. O documento poderá esclarecer as condições consideradas pelo Banco Central depois da redução da Selic para 13,75%.
Internacional
Wall Street apresentou uma sessão de forte recuperação. O S&P 500 avançou 1,49%, o Nasdaq subiu 2,26% e o Dow Jones ganhou 0,71%. O movimento foi favorecido principalmente pelas ações de tecnologia, pela redução dos juros longos americanos e pela queda do petróleo.
O rendimento do Treasury de dez anos recuou para perto de 4,95%, após ter ultrapassado 5% na semana passada. A redução ajudou a aliviar a pressão sobre ativos de risco, embora as taxas americanas continuem em patamar elevado.
O petróleo foi um dos principais vetores da sessão. O Brent recuou para a região de US$ 100 por barril, diante de sinais de maior estabilidade nos fluxos de oferta e expectativas relacionadas às negociações diplomáticas envolvendo o Oriente Médio. A queda da commodity reduziu momentaneamente parte das preocupações com inflação global.
As relações entre Estados Unidos e China também permaneceram no radar, com investidores acompanhando preparativos para conversas entre os governos dos dois países sobre comércio e outros temas estratégicos.
Empresas & Setores
Petrobras teve um pregão influenciado negativamente pela forte queda do petróleo. Durante o dia, a companhia também informou o recebimento de R$ 448 milhões em subvenção e divulgou uma descoberta de gás na Colômbia.
Vale esteve entre os destaques corporativos após anunciar a aquisição de uma participação de 30% na mineradora Ligga, operação relacionada à ampliação de sua presença na produção de minério de ferro no Pará.
No setor financeiro, grandes bancos apresentaram desempenho majoritariamente positivo durante boa parte do pregão, acompanhando a queda dos juros futuros e o avanço do índice.
A Braskem também esteve no radar depois de movimentações relacionadas à oferta pública de aquisição decorrente da mudança de controle da companhia.
Insights da nossa mesa
A sessão trouxe um alívio importante para os ativos de risco, mas não elimina os principais pontos de atenção.
No exterior, petróleo mais baixo e Treasuries recuando formam uma combinação favorável para ações e mercados emergentes. Porém, os juros americanos continuam elevados e o comportamento da energia permanece muito sensível ao cenário geopolítico.
No Brasil, a queda das taxas futuras favorece empresas mais expostas à atividade doméstica. A revisão do Focus para uma Selic de 13,50% reforça essa possibilidade, mas a alta simultânea da expectativa de inflação mostra que o processo de flexibilização monetária ainda deverá exigir cautela.
Para os próximos pregões, a ata do Copom, o Relatório de Política Monetária e o IPCA 15 ganham relevância. Esses dados serão importantes para determinar se o fechamento da curva observado hoje encontra sustentação nos fundamentos domésticos.
Acompanhe os movimentos do mercado com quem entende do assunto.
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Fontes: InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research, Reuters, Banco Central e Associated Press.
