Night Call – 03/09/2026

Night Call – 03/09/2026

Center News: Quinta feira, 3 de setembro de 2026

Boa noite! Os mercados encerraram esta quinta feira com acomodação dos ativos brasileiros após a forte valorização da véspera. No exterior, declarações do Federal Reserve aliviaram parte da pressão sobre os juros americanos, enquanto petróleo, tensões no Oriente Médio e a divulgação do payroll de agosto nesta sexta feira seguem no centro das atenções.

Brasil

O Ibovespa encerrou praticamente estável, aos 185.188 pontos, depois de chegar a superar 188 mil pontos durante o pregão. O movimento refletiu realização de lucros após a alta de 3,05% registrada na quarta feira, quando o índice completou onze sessões consecutivas de valorização.

O dólar à vista também apresentou baixa volatilidade e terminou próximo de R$ 5,10, com alta de aproximadamente 0,29%. A moeda brasileira encontrou suporte no enfraquecimento global do dólar e no recuo dos rendimentos dos Treasuries, embora o ambiente político doméstico tenha mantido os investidores mais cautelosos.

Na curva de juros, o movimento predominante foi de fechamento das taxas ao longo do pregão, acompanhando o alívio nos títulos americanos. O comportamento reforçou o interesse por ações mais sensíveis aos juros, embora o forte avanço recente do mercado tenha estimulado realização de ganhos.

O cenário político permaneceu relevante para a precificação dos ativos. Investidores acompanharam novas pesquisas sobre a eleição presidencial, depois de indicadores recentes apontarem maior competitividade na disputa. Esse fator tem contribuído para oscilações relevantes no câmbio, juros e Bolsa nas últimas sessões.

Internacional

Nos Estados Unidos, o principal destaque foi a sinalização de Christopher Waller, diretor do Federal Reserve. Ele afirmou estar aberto à manutenção da taxa básica de juros na reunião de setembro caso os próximos dados confirmem continuidade do processo de desinflação. A fala reduziu as apostas em novo aperto monetário e favoreceu ações e títulos públicos americanos.

O rendimento do Treasury de dez anos recuou para a região de 4,76%, depois de se aproximar das máximas recentes. O alívio nos juros longos ajudou os mercados globais, especialmente empresas de crescimento e outros ativos mais sensíveis às taxas americanas.

No mercado de trabalho americano, os pedidos iniciais de auxílio desemprego ficaram em 206 mil na semana, ligeiramente acima das projeções. O dado ganhou relevância às vésperas do payroll de agosto, que será divulgado nesta sexta feira e tende a ser uma das principais referências para a próxima decisão do Fed.

O petróleo continuou negociado em níveis elevados, com o Brent próximo da região de US$ 96 por barril durante o dia. A escalada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã mantém elevado o prêmio de risco sobre a commodity e adiciona uma nova fonte de preocupação para a inflação global.

Empresas & Setores

CSN esteve entre os principais destaques corporativos após anunciar Fabio Schvartsman como novo presidente executivo da companhia em substituição a Benjamin Steinbruch. As ações chegaram a avançar quase 20% na máxima do pregão antes de reduzir os ganhos.

PRIO divulgou produção de aproximadamente 186,1 mil barris de óleo equivalente por dia em agosto, queda de 5,2% na comparação mensal. O dado pressionou as ações da companhia apesar da valorização do petróleo no exterior.

Petrobras encontrou suporte nos preços elevados do petróleo, enquanto Vale passou por realização após a forte valorização recente. No mercado chinês, os contratos futuros de minério de ferro encerraram o pregão com alta, oferecendo algum suporte ao setor siderúrgico e de mineração.

O ambiente de maior apetite por risco também favoreceu ações ligadas ao consumo e setores domésticos ao longo de parte da sessão, embora o movimento tenha perdido força conforme o Ibovespa se afastou das máximas do dia.

Insights da nossa mesa

O pregão desta quinta feira trouxe uma mensagem importante para o investidor. Depois de uma sequência expressiva de valorização dos ativos brasileiros, o mercado começou a mostrar maior seletividade e realização de lucros, sem que isso represente necessariamente uma reversão do cenário recente.

No curto prazo, o principal catalisador passa a ser o payroll americano desta sexta feira. Um mercado de trabalho mais fraco pode reforçar a expectativa de estabilidade dos juros pelo Fed e sustentar ativos de risco. Por outro lado, números mais fortes podem devolver pressão aos Treasuries e ao dólar.

No Brasil, a combinação entre juros, cenário eleitoral e fluxo estrangeiro deve continuar determinando a direção dos ativos. Nesse ambiente, diversificação e disciplina na alocação ganham importância, especialmente após movimentos rápidos de valorização da Bolsa.

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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research.

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