Center News: Night Call
Quinta feira, 1 de outubro de 2026
Boa noite. O primeiro pregão de outubro foi marcado por volatilidade, com alta dos juros globais, petróleo novamente acima de US$ 100 e maior cautela no mercado brasileiro às vésperas do primeiro turno das eleições. Apesar do ambiente externo mais pressionado, o Ibovespa conseguiu encerrar a sessão em terreno positivo. UOL Economia
Brasil
O Ibovespa terminou o dia em alta de aproximadamente 0,46%, na região dos 187 mil pontos. O movimento ocorreu após uma sessão bastante volátil, com o índice alternando entre perdas e ganhos diante da combinação entre juros internacionais mais altos, valorização do petróleo e maior atenção dos investidores ao cenário eleitoral doméstico. UOL Economia
No câmbio, o dólar avançou perto de 0,88% e encerrou ao redor de R$ 5,21. A valorização da moeda americana acompanhou o fortalecimento global do dólar e a abertura dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos. UOL Economia
A curva de juros brasileira também sofreu pressão ao longo da sessão. Por volta das 15 horas, o DI para janeiro de 2027 estava em 13,562%, enquanto janeiro de 2029 marcava 13,815% e janeiro de 2033 alcançava 14,125%. O movimento refletia principalmente a alta dos Treasuries e a demanda por proteção antes dos eventos políticos dos próximos dias. Enfoque
O mercado local permanece sensível às pesquisas eleitorais e ao primeiro turno previsto para domingo, 4 de outubro. Para os ativos brasileiros, o ponto central continua sendo como as expectativas para política fiscal, inflação e trajetória da Selic serão ajustadas após a votação. InfoMoney
Internacional
Nos Estados Unidos, os Treasuries voltaram a ocupar o centro das atenções. O rendimento do título de dez anos chegou a aproximadamente 5,34%, maior patamar desde 2002, elevando o custo de capital global e pressionando ativos de risco durante parte da sessão. Nordeste7
Os índices americanos conseguiram recuperar terreno ao longo da tarde e terminaram próximos da estabilidade, com leve viés positivo em algumas referências. Declarações de dirigentes do Federal Reserve ajudaram a reduzir parte do receio de uma nova alta imediata dos juros, embora a autoridade monetária continue destacando os riscos inflacionários. Enfoque
A atividade industrial americana também chamou atenção. Indicadores de manufatura mostraram expansão, mas acompanhada por pressões de custos, mantendo o debate sobre inflação e juros no radar. Amanhã, o relatório de emprego dos Estados Unidos será um dos principais testes para as expectativas sobre os próximos passos do Fed. Yahoo Finanças
O petróleo teve forte valorização. O Brent encerrou ao redor de US$ 102 por barril, com avanço superior a 4%, apoiado por preocupações com oferta e pelas tensões no Oriente Médio. A manutenção da commodity acima de US$ 100 adiciona uma nova fonte de pressão sobre as expectativas globais de inflação. UOL Economia
Empresas & Setores
Petrobras esteve entre os principais suportes do índice brasileiro durante boa parte do pregão, acompanhando a forte valorização internacional do petróleo. O setor de energia se beneficiou diretamente da alta da commodity. Enfoque
Os bancos apresentaram comportamento mais fraco em parte da sessão, enquanto o mercado monitorava simultaneamente os juros mais elevados e os movimentos associados ao cenário eleitoral. Folha de S.Paulo
No noticiário corporativo, o Cade aprovou sem restrições a aquisição de participação no Assaí por veículos de investimento ligados ao Grupo Muffato. Também apareceram entre os destaques informações envolvendo operações societárias e financeiras de Petrobras, OSX, Paranapanema e Embraer. Nord Investimentos
Insights da nossa mesa
O pregão de hoje reforçou que o mercado brasileiro entra em um período de sensibilidade elevada a dois vetores simultâneos.
No exterior, Treasuries acima de 5% e petróleo acima de US$ 100 mantêm as condições financeiras globais mais restritivas e podem limitar movimentos mais consistentes de valorização dos ativos de risco.
No Brasil, a proximidade das eleições amplia a volatilidade de curto prazo em bolsa, câmbio e juros. Para o investidor, este é um ambiente em que diversificação, disciplina de alocação e controle de risco ganham importância, especialmente diante da possibilidade de movimentos mais intensos nos preços nos próximos pregões.
A agenda de amanhã também merece atenção, principalmente pelos dados do mercado de trabalho americano, que podem alterar novamente as expectativas para os juros dos Estados Unidos e influenciar diretamente dólar, curva de juros e ativos brasileiros.
Acompanhe os movimentos do mercado com quem entende do assunto.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research.
