Morning Call: agenda econômica da semana

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Morning Call: agenda econômica da semana
Center News: Morning Call | Quinta feira, 6 de agosto de 2026
Bom dia! Os mercados iniciam a sessão com cautela. No Brasil, investidores avaliam o corte da Selic para 14% ao ano e aguardam importantes balanços corporativos. No exterior, o comportamento do petróleo, os dados do mercado de trabalho americano e as negociações envolvendo o Irã direcionam o apetite por risco.
Brasil
O Ibovespa encerrou a quarta feira próximo da estabilidade, com queda de 0,09%, aos 177.726 pontos. Petrobras pressionou o índice após a redução do preço do petróleo, enquanto Vale e parte do setor financeiro limitaram as perdas. O dólar comercial terminou próximo de R$ 5,12, com leve recuo de 0,17%.
Após o fechamento do mercado, o Copom reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo, em meio à desaceleração recente da inflação e aos sinais de perda de força da atividade econômica. Apesar da flexibilização, o nível dos juros permanece elevado, refletindo riscos fiscais, expectativas de inflação ainda acima da meta e incertezas externas.
A decisão tende a favorecer um fechamento moderado da curva de juros, principalmente nos vencimentos mais curtos. Para a Bolsa, o início do ciclo de redução amplia gradualmente a atratividade de setores sensíveis ao crédito, como varejo, construção e consumo, embora o ritmo futuro dos cortes continue condicionado à inflação e ao cenário fiscal.
Na agenda doméstica, o mercado acompanha a divulgação da balança comercial. Os investidores também devem avaliar o comunicado do Copom em busca de sinais sobre a possibilidade de novos cortes nas próximas reuniões.
Internacional
As bolsas europeias operam majoritariamente em alta moderada, enquanto os mercados asiáticos apresentaram desempenho mais fraco, pressionados por ações de tecnologia e pelas dúvidas sobre o retorno dos elevados investimentos em inteligência artificial. Wall Street fechou a sessão anterior em queda, com pressão sobre empresas do setor tecnológico.
O petróleo Brent opera próximo de US$ 79 por barril, refletindo expectativas de avanço nas negociações diplomáticas relacionadas ao Irã e à circulação de embarcações no Estreito de Ormuz. Uma distensão geopolítica tende a reduzir o prêmio de risco da commodity, contribuindo para expectativas de inflação mais moderadas, mas pode pressionar ações de empresas produtoras de petróleo.
Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de seguro desemprego serão divulgados às 9h30, no horário de Brasília. Também serão conhecidos os dados preliminares de produtividade e custo do trabalho no segundo trimestre. Números mais fortes podem reforçar a perspectiva de juros elevados pelo Federal Reserve, enquanto dados mais fracos podem favorecer ativos de risco e títulos do Tesouro americano.
Empresas & Setores
A Petrobras concentra as atenções nesta quinta feira com a divulgação do resultado do segundo trimestre. O mercado acompanhará especialmente geração de caixa, produção, investimentos, endividamento e eventuais anúncios sobre dividendos. A queda recente do petróleo adiciona cautela à avaliação das ações da companhia.
A B3 também divulga seus números trimestrais. Outros resultados previstos incluem empresas de consumo e varejo, mantendo a temporada de balanços como importante fonte de volatilidade para ações específicas.
Entre os destaques da sessão anterior, Embraer avançou 2,76%, Raia Drogasil e Totvs também registraram ganhos relevantes. Petrobras apresentou queda, acompanhando a desvalorização do petróleo.
Insights da nossa mesa
O corte da Selic representa um passo positivo para os ativos brasileiros, mas não elimina a necessidade de seletividade. A renda fixa continua oferecendo retornos competitivos, enquanto a Bolsa começa a incorporar a possibilidade de condições financeiras gradualmente menos restritivas.
Neste ambiente, a diversificação permanece essencial. Ativos ligados ao consumo e ao crédito podem se beneficiar da redução dos juros, enquanto empresas exportadoras e produtoras de commodities continuam oferecendo proteção diante das oscilações cambiais e geopolíticas.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research e fontes complementares de mercado.

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