Center News | Quinta feira, 24 de setembro de 2026
Bom dia! Os mercados iniciam esta quinta feira com maior aversão ao risco, em meio à nova pressão do petróleo, avanço dos rendimentos dos Treasuries e atenção ao encontro entre Donald Trump e Xi Jinping. No Brasil, o investidor acompanha o ambiente fiscal, a trajetória dos juros e os reflexos da maior volatilidade externa sobre câmbio e renda variável.
Brasil
O Ibovespa encerrou a quarta feira em queda de 0,86%, aos 185.814 pontos, interrompendo uma sequência de duas altas. O movimento acompanhou a piora do humor internacional, apesar do suporte das ações da Petrobras diante da valorização do petróleo.
O dólar comercial avançou 1,28% e fechou a R$ 5,16, refletindo o fortalecimento global da moeda americana e maior cautela com os ativos brasileiros. A curva de juros também sofreu pressão, acompanhando a elevação dos rendimentos dos títulos americanos e fatores domésticos.
Entre os destaques do pregão anterior, Petrobras PN avançou 2,59%, beneficiada pela alta do petróleo. Vale ON recuou 1,85%. Entre os bancos, Banco do Brasil caiu 2,21%, Bradesco PN perdeu 2,17%, Itaú Unibanco PN recuou 1,88% e Santander Units caiu 0,98%.
A política monetária segue no radar. A última ata do Copom indicou manutenção de uma postura restritiva, mesmo após o início da redução da Selic, reforçando que novos movimentos dependerão da evolução da inflação, atividade econômica e expectativas.
Internacional
O ambiente externo começa o dia pressionado. Os futuros americanos operavam em baixa nas primeiras horas da manhã, acompanhando nova elevação dos rendimentos dos Treasuries e forte movimentação no mercado de petróleo.
Os juros dos Treasuries permanecem como um ponto central para os mercados. Rendimentos mais elevados aumentam o custo global de capital, pressionam a precificação das ações e reduzem a atratividade relativa de ativos de risco, especialmente em mercados emergentes.
O petróleo volta ao centro das atenções após a reversão observada ontem. O Brent havia retornado para níveis próximos ou superiores a US$ 100, com investidores avaliando os riscos de oferta relacionados ao Oriente Médio. A volatilidade da commodity segue relevante para expectativas de inflação e política monetária global.
Outro evento importante desta quinta feira é o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping. Comércio, minerais estratégicos e inteligência artificial estão entre os assuntos esperados para a reunião.
Empresas & Setores
O setor de educação ganha destaque com o acordo envolvendo Afya e Yduqs. A XP Research publicou nesta manhã análise sobre a operação, que poderá criar um grupo de grande escala no mercado brasileiro de educação.
Petróleo e gás seguem particularmente sensíveis ao cenário internacional. A volatilidade da commodity tende a favorecer receitas de produtoras quando as cotações permanecem elevadas, mas aumenta preocupações com inflação, combustíveis, juros e custos para setores consumidores de energia.
Mineração também permanece no radar. Na sessão anterior, Vale caiu mesmo com minério de ferro mais firme, mostrando que fatores globais de risco e custos logísticos continuam influenciando o comportamento das ações.
Insights da nossa mesa
O mercado inicia o dia enfrentando novamente uma combinação desafiadora de petróleo elevado e juros americanos pressionados. Para o investidor brasileiro, esse ambiente exige atenção especial ao câmbio e à curva de juros, pois movimentos externos mais fortes podem reduzir temporariamente o efeito positivo do ciclo de queda da Selic.
A leitura estratégica continua sendo de seletividade. Renda fixa ainda oferece taxas relevantes, enquanto a renda variável pode apresentar oportunidades em empresas com balanços sólidos e menor sensibilidade ao custo de capital. A volatilidade deve permanecer elevada, o que reforça a importância de diversificação e disciplina de alocação.
Acompanhe os movimentos do mercado com quem entende do assunto.
Na Center Inc., transformamos informação em estratégia.
Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research e informações complementares de mercado consultadas nesta manhã.
