Morning Call – 23/09/2026

Morning Call – 23/09/2026

Center News: Quarta feira, 23 de setembro de 2026

Bom dia! Os mercados iniciaram esta quarta feira com cautela, em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã, à volatilidade do petróleo e à expectativa por dados de atividade e novas sinalizações do Federal Reserve. No Brasil, a ata do Copom continuou no radar, enquanto o noticiário político trouxe volatilidade adicional aos ativos locais.

Brasil

O Ibovespa encerrou a terça feira em alta de 0,44%, aos 187.423 pontos. O movimento ganhou força ao longo da sessão com o recuo do petróleo e a melhora da percepção de risco internacional. Suzano avançou 2,8% após anunciar reajustes nos preços da celulose, enquanto Vivara caiu 4,4%, Natura recuou 2,1% e Raia Drogasil perdeu 1,8%.

O dólar à vista terminou ontem praticamente estável, com queda de 0,08%, a R$ 5,1040. Para a abertura de hoje, a combinação entre dólar forte no exterior, Treasuries pressionados e fatores domésticos indicava maior volatilidade no câmbio.

Na curva de juros, os contratos futuros fecharam a terça feira com leve alívio. O DI para janeiro de 2027 terminou em 13,53%, enquanto janeiro de 2029 ficou em 13,68% e janeiro de 2031 em 13,87%. A ata do Copom foi interpretada pelo mercado como compatível com a possibilidade de continuidade gradual dos cortes da Selic, embora o Banco Central siga destacando a necessidade de cautela.

Na abertura, o Ibovespa Futuro apresentava pressão negativa. Às 9h05, o contrato operava em queda de 0,78%, aos 187.085 pontos, em uma manhã também marcada pela repercussão de nova pesquisa eleitoral. O levantamento citado pelo InfoMoney apontava empate técnico em eventual segundo turno, apesar de diferença numérica entre os candidatos pesquisados.

Internacional

No exterior, os mercados começaram o dia sem direção única. Os futuros dos principais índices americanos apresentavam pequenas variações durante a manhã, enquanto investidores acompanhavam as negociações entre Estados Unidos e Irã e os possíveis impactos sobre energia, inflação e política monetária.

O petróleo Brent voltou a se aproximar de US$ 100 por barril após cinco sessões consecutivas de queda. O mercado seguia extremamente sensível às informações envolvendo o conflito e uma possível reabertura do Estreito de Ormuz. Para o investidor brasileiro, esse movimento permanece especialmente relevante para Petrobras, empresas ligadas a combustíveis, inflação e expectativas para juros.

Nos Estados Unidos, a agenda desta quarta feira concentra as leituras preliminares dos PMIs de serviços e composto de setembro, além de pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve. A atenção permanece sobre como atividade e inflação podem influenciar a trajetória dos juros americanos após a decisão monetária da semana passada.

As Treasuries encerraram a sessão anterior com movimentos pequenos. O título de dois anos estava em 4,74%, o de dez anos em 4,95% e o de trinta anos em 5,29%. Juros americanos elevados continuam sendo um ponto de atenção para moedas e ativos de mercados emergentes.

Empresas & Setores

Petrobras entrou no radar após sua subsidiária financeira anunciar o resgate antecipado de títulos externos com vencimento em 2028. A companhia também segue diretamente exposta às oscilações do petróleo, fator que pode aumentar a volatilidade dos papéis ao longo do pregão.

Localiza aprovou cerca de R$ 614,9 milhões em juros sobre capital próprio, equivalentes a aproximadamente R$ 0,5566 por ação antes das retenções aplicáveis.

Romi informou êxito em processo judicial tributário no valor de R$ 47 milhões. Oncoclínicas comunicou a venda de sua participação na espanhola Medsir, enquanto Embraer acompanhava relatos de instabilidade global em sistemas de GPS que afetaram algumas aeronaves, sem indicação de comprometimento da segurança dos voos segundo a companhia.

Insights da nossa mesa

O início do pregão reúne três vetores relevantes para o investidor brasileiro: juros domésticos ainda elevados, pressão dos rendimentos americanos e forte sensibilidade do petróleo ao cenário geopolítico.

Nesse ambiente, a volatilidade de curto prazo pode permanecer elevada mesmo com o Ibovespa próximo de patamares historicamente altos. A leitura mais importante é acompanhar a evolução conjunta de juros, câmbio e commodities, evitando interpretar movimentos isolados como mudança definitiva de tendência.

A queda recente da Selic começa a alterar gradualmente a dinâmica de alocação, mas as taxas reais continuam elevadas. Isso mantém espaço para renda fixa ao mesmo tempo em que a flexibilização monetária pode beneficiar, de forma seletiva, empresas mais sensíveis ao custo de capital.

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Fontes: XP Research, InfoMoney e Bloomberg Línea.

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