Center News: Terça feira, 22 de setembro de 2026
Bom dia! Os mercados iniciam a terça feira com tom relativamente construtivo, apoiados pelo recuo recente do petróleo e dos juros americanos. No Brasil, a atenção se concentra na ata do Copom, divulgada nesta manhã, enquanto investidores acompanham o cenário fiscal e os próximos passos da política monetária.
Brasil
O Ibovespa encerrou a segunda feira em alta de 0,74%, aos 186.595 pontos. O dólar comercial recuou cerca de 0,67%, para R$ 5,10, enquanto os juros futuros fecharam em queda ao longo da curva. O movimento refletiu o ambiente externo mais favorável, com redução dos rendimentos dos Treasuries e forte recuo do petróleo.
O principal destaque desta manhã é a ata da última reunião do Copom. O Banco Central reforçou que o cenário ainda exige cautela, mesmo depois do quinto corte consecutivo da Selic, atualmente em 13,75% ao ano. O Comitê destacou sinais de desaceleração da atividade econômica e condicionou novos cortes à evolução dos dados, especialmente inflação e expectativas.
Na agenda doméstica, investidores também acompanham os dados de arrecadação federal de agosto e a atualização do Boletim Macrofiscal, que pode trazer novas projeções oficiais para crescimento e inflação.
Para os ativos brasileiros, a combinação entre uma atividade mais moderada e inflação em desaceleração pode favorecer a discussão sobre novos cortes da Selic. Por outro lado, questões fiscais continuam relevantes para os prêmios exigidos na curva de juros.
Internacional
Os mercados globais apresentam movimentos moderados nesta manhã. Os futuros americanos operam próximos da estabilidade após a forte valorização de Wall Street na segunda feira, enquanto as bolsas europeias registram ganhos discretos. Na Ásia, o desempenho também foi predominantemente positivo, com destaque para empresas ligadas à tecnologia e inteligência artificial.
O petróleo permanece como um dos principais vetores globais. O Brent voltou a negociar próximo ou abaixo dos US$ 100 por barril em diferentes momentos da manhã, refletindo expectativas de avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã. A redução do prêmio de risco sobre a energia ajuda a aliviar preocupações inflacionárias.
Os Treasuries acompanham esse movimento. O rendimento do título americano de dez anos recuou para perto de 4,93%, depois de ter ultrapassado 5% recentemente. Para mercados emergentes, juros americanos mais baixos tendem a reduzir parte da pressão sobre moedas e ativos de risco.
Empresas & Setores
Petrobras e empresas ligadas ao petróleo seguem sensíveis à queda do Brent. Na sessão anterior, PETR4 recuou 1,03%, enquanto PRIO3 caiu 3,46%, mesmo com a valorização do Ibovespa.
A Vale anunciou a aquisição de participação de 30% na mineradora Ligga, com estratégia voltada à expansão de produção no Pará. A Petrobras também informou o recebimento de R$ 448 milhões relacionados ao programa de subvenção de combustíveis.
No acompanhamento da XP Research, setores sensíveis à curva de juros permanecem especialmente atentos à possibilidade de continuidade do ciclo de redução da Selic, enquanto commodities seguem dependentes das oscilações do petróleo e do minério.
Insights da nossa mesa
A leitura da ata do Copom é central para o mercado brasileiro hoje. O Banco Central reconhece uma economia mais fraca, mas evita antecipar o ritmo dos próximos movimentos, preservando flexibilidade diante dos riscos inflacionários e fiscais.
Para o investidor, o cenário continua favorecendo atenção à combinação entre renda fixa ainda remunerando taxas elevadas e ativos de risco que podem se beneficiar gradualmente do fechamento da curva de juros. No exterior, petróleo e Treasuries permanecem importantes termômetros para o apetite global por risco.
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Fontes consultadas: InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research, Reuters e veículos de mercado.