Morning Call – 21/09/2026

Morning Call – 21/09/2026
Center News: Segunda feira, 21 de setembro de 2026
Bom dia! Os mercados globais começam a semana em terreno positivo, apoiados pela queda do petróleo e por sinais de avanço no diálogo entre Estados Unidos e China. No Brasil, o novo Boletim Focus reforça a expectativa de continuidade do ciclo de redução dos juros, embora as projeções de inflação ainda exijam atenção.
Brasil
O Ibovespa encerrou sexta feira em queda de 0,41%, aos 185.229 pontos, acumulando recuo de 1,06% na semana. Vale, Petrobras e parte dos grandes bancos pressionaram o índice no último pregão. O dólar à vista terminou a R$ 5,1451, com alta de 0,11% no dia e avanço de 0,39% na semana.
Na renda fixa, a curva brasileira terminou a semana com comportamento misto. O DI para janeiro de 2027 fechou em 13,56%, enquanto os vencimentos de janeiro de 2029 e janeiro de 2031 encerraram em 13,84% e 14,02%, respectivamente. O movimento refletiu a combinação entre alívio no petróleo, cenário doméstico e expectativa de novos cortes da Selic.
O Boletim Focus divulgado nesta manhã trouxe uma mudança importante nas expectativas. A mediana para a Selic ao final de 2026 caiu de 13,75% para 13,50%. Ao mesmo tempo, a projeção para o IPCA subiu de 4,90% para 4,92%, enquanto a estimativa de crescimento do PIB recuou de 1,89% para 1,88%. A projeção para o dólar no encerramento do ano permaneceu em R$ 5,20.
A leitura sugere que o mercado passou a incorporar mais espaço para flexibilização monetária, mas sem uma melhora equivalente nas expectativas de inflação. Para os ativos brasileiros, essa combinação mantém a curva de juros como um dos principais vetores para ações ligadas à economia doméstica.
Ao longo da semana, as atenções estarão concentradas na ata do Copom, no Relatório de Política Monetária e no IPCA 15 de setembro. As pesquisas eleitorais também continuam sendo acompanhadas pelo mercado na proximidade das eleições de outubro, podendo ampliar a volatilidade dos ativos domésticos.
Internacional
O ambiente externo é positivo nesta manhã. Por volta das 8 horas, os futuros do S&P 500 avançavam cerca de 0,7% e os do Nasdaq 100 aproximadamente 1,1%. As bolsas asiáticas também encerraram majoritariamente em alta, enquanto o mercado europeu operava no campo positivo.
O petróleo é um dos principais responsáveis pela melhora do sentimento global. O Brent para novembro recuava cerca de 1,9%, negociado próximo de US$ 102 por barril, após ter se aproximado de US$ 110 na semana passada. O mercado reage a sinais de normalização dos fluxos de petróleo do Oriente Médio e a iniciativas diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã.
Mesmo com o alívio da commodity, os juros americanos permanecem elevados. O rendimento do Treasury de dez anos opera próximo de 5%, depois de atingir recentemente o maior patamar desde 2007. Na semana passada, o Federal Reserve elevou sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, mantendo a inflação e a trajetória dos juros globais no centro das discussões.
Outro foco importante é a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping prevista para esta semana. As discussões devem envolver comércio, tarifas, minerais críticos e inteligência artificial. Autoridades americanas e chinesas encerraram negociações preparatórias no domingo, contribuindo para o tom mais favorável dos mercados nesta manhã.
Empresas & Setores
Vale permanece em destaque depois de encerrar sexta feira com queda de 1,53%. A XP aponta que a companhia mantém foco na expansão do cobre, disciplina na alocação de capital e estratégias para reduzir a exposição ao aumento dos custos de frete no minério de ferro.
Petrobras também merece atenção diante da queda do petróleo nesta manhã. A ação ordinária terminou sexta feira em baixa de 0,61%. O recuo do Brent pode gerar pressão inicial sobre o setor, embora a redução da tensão sobre energia seja positiva para expectativas globais de inflação e juros.
No acumulado da semana passada, Yduqs avançou 6,7%, favorecida pela redução das taxas na curva de juros. No sentido contrário, CSN Mineração caiu 18,0% e CSN recuou 12,8%, pressionadas pela queda do minério de ferro e pelo aumento dos custos marítimos.
Insights da nossa mesa
A abertura combina três forças relevantes para o investidor brasileiro.
O recuo do petróleo reduz parte da pressão inflacionária global e melhora o ambiente para ativos de risco. Ao mesmo tempo, Treasuries próximos de 5% continuam impondo um custo de oportunidade elevado para mercados emergentes.
No Brasil, a revisão do Focus para uma Selic de 13,50% no final do ano pode favorecer ativos sensíveis aos juros caso essa percepção se consolide. Entretanto, a elevação da expectativa para o IPCA mostra que o espaço para cortes continua condicionado à evolução da inflação.
A semana tende, portanto, a ser determinada menos por um único evento e mais pela combinação entre inflação doméstica, comunicação do Banco Central, juros americanos, petróleo e cenário eleitoral.
Acompanhe os movimentos do mercado com quem entende do assunto.
Na Center Inc., transformamos informação em estratégia.
Fontes: InfoMoney, Bloomberg Línea e XP Research.

Mais conteúdos

Canal Oficial da Center

Análises do cenário econômico, conteúdo educacional e leitura de mercado direto de quem acompanha o dia a dia dos investimentos.

Entrar no canal