Center News | Morning Call | Terça feira, 11 de agosto de 2026
Bom dia! A abertura desta terça feira combina uma agenda doméstica importante, com ata do Copom e IPCA, e maior cautela no exterior diante da valorização do petróleo e da expectativa pelos próximos dados de inflação dos Estados Unidos. No Brasil, o IPCA de julho acaba de mostrar alta de 0,07%, levando a inflação acumulada em 12 meses para 4,44%.
Brasil
O Ibovespa encerrou a segunda feira em 172.179,93 pontos, queda de 0,19%, em uma sessão de cautela e realização nos bancos, apesar do forte desempenho de Petrobras, Vale e Embraer. Petrobras PN avançou 3,33%, Vale ganhou 1,28% e Embraer subiu 2,31%.
O dólar comercial terminou ontem em R$ 5,10, com valorização de 0,53%. Nesta manhã, a moeda abriu próxima de R$ 5,11, refletindo o equilíbrio entre os dados locais de inflação, a sinalização do Banco Central e a pressão externa vinda do petróleo.
No campo monetário, o destaque é a ata da última reunião do Copom. Na semana passada, o Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,00% ao ano. O documento ganha relevância para entender o ritmo que o Comitê considera adequado para os próximos movimentos da política monetária.
A inflação de julho avançou apenas 0,07%, pouco acima das expectativas do mercado, mas desacelerou em termos acumulados para 4,44% em 12 meses. O dado mantém uma leitura mais construtiva para a desinflação, embora ainda exija cautela diante do cenário de petróleo mais caro e das expectativas de inflação.
Internacional
Os mercados internacionais operam com maior cautela nesta manhã. O principal vetor é a nova alta do petróleo em meio às incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã, movimento que volta a alimentar preocupações sobre a inflação global. O Brent avança e os Treasuries permanecem pressionados, com o rendimento do título americano de dez anos próximo de 4,74%.
Nos Estados Unidos, investidores já direcionam as atenções para o CPI de julho, previsto para quarta feira, e para o índice de preços ao produtor na quinta feira. Esses números serão importantes para calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve, especialmente após sinais recentes de enfraquecimento do mercado de trabalho americano.
O ambiente externo, portanto, permanece dividido entre bolsas próximas de máximas recentes e o risco de que a energia volte a pressionar inflação e juros globais. Para mercados emergentes como o Brasil, o comportamento dos Treasuries e do petróleo tende a ser especialmente relevante para câmbio e curva de juros.
Empresas & Setores
A Embraer permanece entre os principais destaques corporativos. A fabricante reportou receita de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre, recorde para o período, com 65 aeronaves entregues e carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões. A companhia também elevou projeções de margem e geração de caixa para 2026, reforçando a percepção positiva sobre sua execução operacional.
Petrobras e demais companhias ligadas ao setor de energia continuam no radar diante da valorização do petróleo. Em sentido contrário, empresas mais sensíveis aos juros podem reagir principalmente à leitura combinada do IPCA e da ata do Copom.
O mercado também acompanha a continuidade da temporada de resultados corporativos, que pode gerar movimentos importantes em ações específicas independentemente da direção do índice.
Insights da nossa mesa
A manhã traz uma combinação relevante para os ativos brasileiros. O IPCA mantém sinais de desaceleração, enquanto a ata do Copom ajuda o mercado a entender até onde pode avançar o ciclo de redução da Selic.
Ao mesmo tempo, a valorização do petróleo funciona como contraponto ao cenário doméstico mais favorável, pois pode trazer nova pressão inflacionária global e manter os juros americanos elevados por mais tempo.
Para o investidor, o cenário continua favorecendo diversificação. A renda fixa permanece atrativa com juros elevados, enquanto a Bolsa oferece oportunidades seletivas em empresas com crescimento de resultados, geração de caixa consistente e menor dependência do ciclo doméstico.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research, Banco Central do Brasil e IBGE.