Morning Call – 01/10/2026

Morning Call – 01/10/2026

Center News: Quinta feira, 1 de outubro de 2026

Bom dia!

Os mercados iniciam outubro em ambiente de cautela. O forte fechamento da Bolsa brasileira ontem contrasta com a pressão dos juros globais nesta manhã. Treasuries elevados, petróleo volátil e novos indicadores de atividade nos Estados Unidos formam os principais vetores para a abertura da B3. Bloomberg Línea Brasil

Brasil

O Ibovespa encerrou setembro em alta de 1,37% na sessão de ontem, aos 186.340 pontos. No mês, o índice acumulou valorização de 5,03%. O movimento foi sustentado principalmente por bancos, B3 e varejistas, em uma sessão de recuperação do apetite por risco. InfoMoney

O dólar comercial terminou a quarta feira próximo de R$ 5,17, com queda superior a 0,7%. A PTAX de venda do Banco Central ficou em R$ 5,1809. UOL Economia

Nos juros, o mercado segue especialmente sensível ao ambiente externo e ao cenário doméstico. A combinação entre rendimentos elevados dos Treasuries e proximidade do primeiro turno das eleições tende a manter volatilidade na curva de DI ao longo do pregão. A votação ocorre neste domingo, 4 de outubro. InfoMoney

Na agenda local, às 8h foram divulgados o IPC S e o Índice de Confiança Empresarial da FGV. Às 10h será conhecido o PMI da indústria de transformação de setembro, indicador importante para avaliar o ritmo da atividade brasileira. InfoMoney

Internacional

O principal fator de cautela nesta manhã vem do mercado de renda fixa global. Os rendimentos dos títulos americanos voltaram a níveis elevados, enquanto as bolsas internacionais operavam sem direção única. O Treasury de dez anos chegou nesta sessão ao maior nível desde 2002, segundo a Bloomberg Línea. Bloomberg Línea Brasil

Ontem, o núcleo do PCE americano avançou 0,2% em agosto, abaixo da expectativa de 0,3%. O resultado reduziu parte das apostas em novo aumento de juros pelo Federal Reserve, embora o ambiente de petróleo caro continue adicionando risco inflacionário. InfoMoney

Hoje, investidores acompanham os pedidos semanais de auxílio desemprego nos Estados Unidos às 9h30, o PMI industrial às 10h45 e o ISM industrial às 11h. Discursos de dirigentes do Fed também entram no radar ao longo do dia. InfoMoney

Na Ásia, a China permanece com seus mercados fechados pelo feriado do Dia Nacional. O Japão apresentou desempenho positivo nas ações, enquanto o ambiente global continua condicionado pelo comportamento dos juros e das commodities. Investing.com Brasil

O petróleo segue como um dos ativos mais voláteis. A Bloomberg Línea registrava o Brent acima de US$ 100 nas primeiras horas da manhã, com investidores avaliando simultaneamente os fluxos de oferta do Oriente Médio e os riscos de nova escalada geopolítica. Bloomberg Línea Brasil

Empresas & Setores

Bancos e empresas ligadas ao consumo entram no pregão após terem contribuído para a alta de ontem. O comportamento dos juros locais será especialmente relevante para varejo, construção e companhias mais sensíveis ao custo de capital. InfoMoney

Vale e Petrobras também merecem atenção. A primeira tende a refletir o menor fluxo de referências chinesas devido ao feriado local. Para Petrobras, a elevada volatilidade do petróleo permanece como o principal vetor externo. Bloomberg Línea Brasil

No exterior, a Micron trouxe perspectiva positiva para a demanda relacionada à infraestrutura de inteligência artificial, ajudando ações do setor de tecnologia mesmo em um ambiente de juros longos pressionados. Bloomberg Línea Brasil

Insights da nossa mesa

O mercado brasileiro chega a outubro com uma combinação pouco usual de forças. A Bolsa encerrou setembro com desempenho robusto e o dólar apresentou alívio, mas a abertura do novo trimestre acontece com juros americanos novamente elevados e maior sensibilidade dos ativos domésticos ao noticiário político e aos dados de atividade.

Para o investidor, o ponto central do dia será observar se o fluxo comprador visto ontem consegue se sustentar mesmo com a pressão externa sobre as taxas longas. Juros globais elevados tendem a exigir maior seletividade em Bolsa, enquanto empresas com geração consistente de caixa e menor dependência de financiamento ganham relevância no processo de alocação.

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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research.

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