Night Call – 06/10/2026

Night Call – 06/10/2026
Center News Night Call | Terça feira, 6 de outubro de 2026
Boa noite.
Os mercados encerraram esta terça feira em clima de acomodação após a forte valorização dos ativos brasileiros registrada na véspera.
O Ibovespa devolveu apenas uma pequena parcela do avanço histórico de segunda feira, enquanto o dólar e os juros futuros mantiveram a trajetória favorável aos ativos locais.
No exterior, Wall Street avançou com alívio nos Treasuries e força das empresas de tecnologia.
Brasil
O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,52%, aos 205.835 pontos.
Durante a sessão, chegou aos 209.522 pontos, próximo do recorde intradiário, antes de investidores realizarem parte dos ganhos recentes.
Mesmo após a correção desta terça feira, o índice acumula alta de 7,14% na semana, 10,46% em outubro e 27,75% em 2026.
O volume financeiro da sessão ficou em aproximadamente R$ 58,5 bilhões.
O dólar comercial recuou novamente, com baixa de 0,26%, encerrando a R$ 4,98.
Foi o primeiro fechamento abaixo de R$ 5 desde maio. A moeda chegou à mínima de R$ 4,944 durante o dia.
Os juros futuros também apresentaram novas quedas ao longo da curva, prolongando o forte fechamento observado após o primeiro turno das eleições.
O movimento mostra que, apesar da realização na Bolsa, parte relevante da redução recente do prêmio de risco brasileiro permaneceu no câmbio e na renda fixa.
O mercado segue reavaliando as perspectivas fiscais e econômicas para o próximo governo depois do resultado do primeiro turno, ao mesmo tempo em que monitora as sinalizações das duas campanhas para o segundo turno.
A XP destacou pela manhã que a forte reação dos ativos havia sido impulsionada principalmente pela expectativa de maior disciplina fiscal.
Na agenda econômica, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,741 bilhões em setembro, acima das estimativas de mercado.
As exportações somaram US$ 34,418 bilhões e as importações US$ 26,678 bilhões.
No acumulado de janeiro a setembro, o superávit alcançou US$ 62,396 bilhões, avanço de 34,8% na comparação anual.
Internacional
Wall Street encerrou a sessão em alta.
O Dow Jones avançou 0,49%, o S&P 500 ganhou 0,58%, aos 7.818 pontos, e o Nasdaq subiu 0,45%, aos 27.599 pontos.
A valorização das empresas de tecnologia e o recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano sustentaram o apetite por risco.
O Treasury de dez anos apresentou queda superior a quatro pontos base no rendimento, enquanto o título de trinta anos recuou mais de três pontos base.
O movimento trouxe algum alívio depois da recente pressão sobre os títulos americanos, embora os rendimentos continuem próximos de níveis elevados em perspectiva histórica.
No mercado de energia, o petróleo apresentou relativa estabilidade.
O Brent para novembro fechou em alta de 0,26%, a US$ 100,58 por barril, enquanto o WTI avançou 0,01%, a US$ 89,44.
O mercado continua atento aos riscos de oferta associados ao Oriente Médio e à situação do Estreito de Ormuz.
Para amanhã, o destaque internacional será a divulgação da ata da reunião mais recente do Federal Reserve.
O documento pode oferecer novas indicações sobre a avaliação do banco central americano em relação à inflação, à atividade econômica e à trajetória dos juros.
Empresas & Setores
O setor financeiro apresentou forte dispersão.
Bradesco avançou 4,40%, Itaú ganhou 1,96% e Santander subiu 3,23%.
Na direção contrária, Banco do Brasil caiu 6,42% e foi uma das ações mais negociadas da sessão, após revisão negativa de recomendação pelo JPMorgan.
Entre as empresas de maior peso no índice, Petrobras PN recuou 2,78%, enquanto Vale caiu 1,44%.
Embraer perdeu 0,89%.
A pressão sobre esses papéis ajudou a explicar a correção do Ibovespa mesmo com o desempenho positivo de parte do setor bancário e das empresas de menor capitalização.
O índice de small caps avançou 1,83%, mostrando continuidade da busca por empresas mais expostas à economia doméstica e à eventual redução do custo de capital.
O IFIX também teve sessão forte, com alta de 2,26%, aos 3.908 pontos.
Entre as maiores altas do Ibovespa, Minerva ganhou 7,40%, Cogna avançou 4,83% e Vamos subiu 4,52%.
A Cosan também permaneceu no radar.
Segundo a Bloomberg Línea, a companhia passou a reavaliar planos de venda de ativos depois da redução de sua dívida e da melhora recente das condições de mercado no Brasil.
Insights da nossa mesa
A sessão de hoje trouxe uma leitura importante para o investidor.
Depois de uma valorização excepcional na segunda feira, o Ibovespa apresentou uma correção limitada, enquanto dólar e juros continuaram refletindo redução do prêmio de risco.
Isso sugere que o mercado ainda não desfez a reprecificação iniciada após o primeiro turno, mas a partir daqui a tendência é de maior seletividade.
A continuidade do movimento dependerá menos da reação inicial às urnas e mais das sinalizações concretas sobre política fiscal, composição das equipes econômicas e capacidade de execução do próximo governo.
Para as carteiras, o momento reforça a importância de evitar decisões guiadas apenas pelo desempenho de curto prazo.
A queda dos juros futuros pode continuar favorecendo empresas domésticas, setores sensíveis ao crédito e ativos de maior duração, enquanto o câmbio mais valorizado altera a dinâmica relativa de exportadoras e companhias dependentes de insumos externos.
Com o segundo turno ainda no horizonte e a ata do Federal Reserve na agenda de amanhã, volatilidade e oportunidades devem continuar caminhando juntas.
Acompanhe os movimentos do mercado com quem entende do assunto.
Na Center Inc., transformamos informação em estratégia.
Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research e dados oficiais do MDIC.

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