Morning Call – 13/08/2026

Morning Call – 13/08/2026
Center News | Quinta feira, 13 de agosto de 2026
Bom dia! Os mercados internacionais começam a quinta feira com viés levemente positivo, apoiados por sinais mais benignos de inflação nos Estados Unidos. No Brasil, o ambiente segue mais cauteloso, com pressão sobre a Bolsa após sete sessões consecutivas de queda, enquanto investidores avaliam dados do varejo, cenário fiscal e balanços corporativos.
Brasil
O Ibovespa encerrou a quarta feira em queda de 0,23%, aos 167.491 pontos, acumulando a sétima baixa consecutiva. O pregão manteve a percepção de maior cautela com ativos brasileiros, em meio ao fluxo estrangeiro mais fraco e às incertezas locais. Entre os destaques positivos da sessão estiveram Embraer e CSN Mineração.
No câmbio, o dólar terminou ontem próximo de R$ 5,17. Na abertura desta quinta feira, a moeda iniciou em alta de 0,18%, perto de R$ 5,19, enquanto o dólar futuro apresentou leve recuo. Às 9h12, a moeda à vista operava praticamente estável, em torno de R$ 5,18.
Os juros futuros apresentam recuo nesta manhã, acompanhando a melhora do ambiente externo após dados mais benignos de inflação americana. Ontem, a curva doméstica havia registrado leve pressão de alta.
Na atividade econômica, o volume de vendas do varejo brasileiro cresceu 0,5% em junho ante maio, acima da expectativa de 0,3%. Na comparação anual, houve avanço de 2,9%. Supermercados tiveram alta de 1,1%, enquanto vestuário e calçados recuaram 2,6%. O varejo ampliado apresentou queda de 1,0% no mês.
Na frente fiscal, o Congresso aprovou mecanismo que permite determinadas despesas fora do limite fiscal, ao mesmo tempo em que prevê um ajuste de R$ 10 bilhões em 2027. O tema permanece relevante para a percepção de risco e para a trajetória da curva de juros brasileira.
Na abertura, o Ibovespa futuro iniciou em queda de 0,18% e ampliou a baixa para 0,43%, aos 169.680 pontos pouco depois das 9h. O movimento sugere que, apesar do cenário externo mais construtivo, fatores domésticos continuam limitando o apetite ao risco.
Internacional
Nos Estados Unidos, o CPI de julho divulgado ontem avançou 0,1% no mês e 3,4% em doze meses, em linha com as expectativas. O núcleo apresentou alta de 0,2% no mês e desacelerou para 2,5% em doze meses. A leitura ajudou a reduzir a pressão por novo aperto monetário pelo Federal Reserve.
Nesta manhã, o índice de preços ao produtor americano trouxe nova sinalização favorável. O PPI ficou estável em julho, abaixo da expectativa de alta do mercado, e acumulou avanço de 4,7% em doze meses. O resultado adiciona evidências de menor pressão inflacionária no curto prazo e tende a reduzir a necessidade de uma postura mais restritiva do Fed.
Antes da abertura americana, os futuros de Wall Street operavam em alta moderada. O Stoxx 600 europeu avançava cerca de 0,2%, enquanto o rendimento do Treasury de dois anos recuava para aproximadamente 4,18%.
O petróleo Brent negociava próximo de US$ 88 por barril após forte valorização nos últimos dias. O mercado continua acompanhando o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã e as incertezas sobre o Estreito de Ormuz, fator importante para as expectativas globais de inflação.
Empresas & Setores
Banco do Brasil divulgou lucro ajustado de aproximadamente R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre, acima de algumas projeções de mercado. Apesar do resultado, investidores continuam atentos à evolução da inadimplência, especialmente na carteira de pessoas físicas, e aos indicadores de capital do banco.
No setor elétrico, o governo assinou decreto que regulamenta a abertura do mercado livre de energia para todos os consumidores. A implementação será gradual e deve ampliar estruturalmente a competição no setor, criando novas oportunidades e desafios para geradoras, comercializadoras e distribuidoras.
A temporada de resultados continua movimentada nesta quinta feira, com balanços previstos de empresas como Cemig, Cyrela, Yduqs, Grupo Mateus, Vamos, IRB, Marfrig e LWSA, entre outras. A reação aos números pode aumentar a dispersão entre setores ao longo do pregão.
Insights da nossa mesa
O pregão começa com uma combinação de forças distintas. O cenário internacional apresenta algum alívio após dados de inflação mais benignos nos Estados Unidos, favorecendo os Treasuries e reduzindo parte da pressão sobre os juros globais.
No Brasil, porém, a sequência de quedas do Ibovespa mostra que o investidor segue exigindo prêmio maior diante das incertezas fiscais, políticas e do fluxo estrangeiro. O crescimento acima do esperado do varejo reforça a resiliência da atividade, mas também pode manter o Banco Central cauteloso quanto ao processo de flexibilização monetária.
Neste ambiente, diversificação e seletividade continuam essenciais. A renda fixa permanece oferecendo taxas relevantes, enquanto a Bolsa apresenta pontos de entrada mais atrativos em empresas com balanços sólidos, geração consistente de caixa e capacidade de atravessar períodos de maior volatilidade.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research, IBGE e Bureau of Labor Statistics.

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