Morning Call – 12/08/2026

Morning Call – 12/08/2026
Center News: Quarta feira, 12 de agosto de 2026
Bom dia! Os mercados começam esta quarta feira com cautela no Brasil e viés mais positivo no exterior. O principal evento da sessão é a inflação ao consumidor dos Estados Unidos, que pode recalibrar as expectativas para os juros do Federal Reserve. Por aqui, investidores absorvem os dados de serviços divulgados pelo IBGE e seguem atentos ao ambiente eleitoral, à política monetária e à temporada de balanços.
Brasil
O Ibovespa encerrou a terça feira com queda de 2,50%, aos 167.874 pontos, na sexta sessão consecutiva de perdas. O movimento refletiu principalmente a pressão sobre bancos, a redução da recomendação do JPMorgan para ações brasileiras e o aumento da percepção de risco político. O dólar avançou cerca de 1% e terminou próximo de R$ 5,16.
Na abertura desta quarta feira, o cenário permanece defensivo. Por volta das 9h10, o Ibovespa Futuro recuava 0,29%, aos 167.855 pontos. Já o dólar à vista devolvia parte da alta da véspera e era negociado perto de R$ 5,155, com queda de 0,11%. Os juros futuros apresentavam leve fechamento em diferentes vencimentos.
No campo macroeconômico, o volume de serviços ficou estável em junho, na comparação com maio, e avançou 2,0% frente a junho de 2025. No primeiro semestre, o setor também acumula crescimento de 2,0%. O resultado mensal veio acima da expectativa de retração de 0,2% apontada por economistas consultados pela Reuters.
A leitura doméstica também segue influenciada pelo IPCA de julho, divulgado ontem, que avançou 0,07% no mês e acumula alta de 4,44% em doze meses. A ata do Copom reforçou uma postura cautelosa e a necessidade de manutenção de uma política monetária restritiva, sem antecipar os próximos movimentos da Selic.
Internacional
Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street operam em alta antes da divulgação do CPI de julho. Por volta da abertura brasileira, o Dow Jones Futuro avançava 0,17%, o S&P Futuro subia 0,32% e o Nasdaq Futuro ganhava 0,78%, apoiado também por resultados positivos de empresas ligadas à inteligência artificial.
A expectativa de economistas consultados pela Reuters é de alta mensal de 0,1% no CPI, depois da queda de 0,4% registrada em junho. Em doze meses, a inflação deve desacelerar de 3,5% para 3,4%. Para o núcleo, a projeção é de avanço de 0,2% no mês e 2,5% em doze meses. O resultado será importante para definir as apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve.
Os Treasuries de dez anos operavam próximos da estabilidade, com rendimento ao redor de 4,69%. Ao mesmo tempo, o petróleo mantém trajetória de alta, refletindo as tensões no Oriente Médio e as dúvidas sobre a normalização do fluxo energético pelo Estreito de Ormuz.
Na Ásia, o destaque positivo foi a Coreia do Sul, com o Kospi avançando cerca de 4%, impulsionado por Samsung Electronics e SK Hynix. Na Europa, as bolsas operavam sem direção única, em uma sessão marcada pela cautela antes dos dados americanos.
Empresas & Setores
O setor financeiro permanece no radar após a forte correção de ontem. O BTG Pactual caiu 5,8%, apesar de reportar lucro trimestral próximo de R$ 4,9 bilhões, enquanto outros grandes bancos também sofreram pressão. Petrobras e Vale recuaram 1,35% e 2,02%, respectivamente, contribuindo para o desempenho negativo do Ibovespa.
Nesta quarta feira, a temporada de resultados ganha intensidade. Entre as companhias previstas para divulgar balanços após o fechamento estão Banco do Brasil, Cogna, Ultrapar, Azzas, Copasa, CSN, Eneva, Equatorial, Hapvida, Minerva, MRV, Rede D’Or, Rumo, Sabesp, SLC Agrícola e Suzano. A agenda pode aumentar a volatilidade específica de ações e setores durante o pregão e na abertura de amanhã.
No exterior, resultados de empresas de tecnologia voltaram a sustentar o apetite por risco. CoreWeave e Super Micro Computer apresentaram números e projeções bem recebidos pelo mercado, reforçando o interesse por companhias ligadas à infraestrutura de inteligência artificial.
Insights da nossa mesa
A sessão começa com uma combinação importante de fatores. O mercado brasileiro tenta encontrar equilíbrio depois da forte correção de ontem, enquanto o cenário externo oferece algum suporte por meio da recuperação das bolsas americanas.
O CPI dos Estados Unidos tende a ser o principal direcionador do dia. Um resultado benigno pode aliviar a curva de juros americana e favorecer ativos de risco, inclusive mercados emergentes. Uma inflação acima das expectativas, por outro lado, pode reacender discussões sobre juros mais altos e ampliar a volatilidade global.
No Brasil, apesar da desaceleração recente da inflação, a postura cautelosa do Copom e as incertezas fiscais e eleitorais mantêm os prêmios de risco elevados. Nesse ambiente, diversificação e disciplina na alocação continuam sendo fundamentais, especialmente diante de movimentos mais intensos em bolsa, juros e câmbio.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea, XP Research e IBGE.

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