Center News | Segunda feira, 10 de Agosto de 2026
Bom dia! Os mercados globais iniciam a semana com viés positivo, próximos de máximas recentes, enquanto investidores monitoram a inflação nos Estados Unidos, os próximos sinais do Copom e as negociações envolvendo o Estreito de Ormuz. No Brasil, o mercado também acompanha o Boletim Focus e uma agenda corporativa movimentada.
Brasil
O Ibovespa encerrou a sexta feira em queda de 1,73%, aos 172.513 pontos, acumulando recuo de 3,08% na semana. Petrobras, bancos e ações ligadas ao consumo pressionaram o índice, enquanto Fleury avançou 9,73% e liderou os ganhos do pregão.
O dólar comercial terminou a última sessão em R$ 5,08, com baixa de 0,57% no dia. Na renda fixa, a curva de juros fechou predominantemente em queda. O DI para janeiro de 2027 terminou em 13,745%, enquanto janeiro de 2029 encerrou em 14,035% e janeiro de 2031 em 14,275%. O movimento refletiu a queda dos rendimentos dos títulos americanos e a manutenção das expectativas de flexibilização monetária no Brasil.
Na agenda doméstica desta manhã, o destaque é o Boletim Focus, previsto para 8h25, primeiro levantamento após a recente decisão do Copom de reduzir a Selic para 14%. À tarde, o mercado acompanha os dados semanais da balança comercial. Para os próximos dias, as atenções estarão concentradas na ata do Copom e no IPCA de julho, para o qual a XP projeta deflação mensal diante da queda nos preços dos alimentos.
Internacional
Os futuros americanos operavam em alta nesta manhã, com o S&P 500 avançando cerca de 0,2% e o Nasdaq 100 subindo 0,4%. Na Europa, o Stoxx 600 registrava ganho próximo de 0,2%. Na Ásia, o Nikkei avançou 1,4%, o Kospi subiu 0,6%, o CSI 300 ganhou 0,2% e o Hang Seng valorizou aproximadamente 1%.
O principal vetor macroeconômico da semana será a inflação americana de julho, com divulgação do CPI e do PPI. O mercado chega aos números após um payroll mais fraco que o esperado, com destruição líquida de 23 mil vagas em julho, ante expectativa de criação de 80 mil. A combinação entre desaceleração do emprego e inflação ainda elevada mantém elevada a sensibilidade dos mercados às próximas sinalizações do Federal Reserve.
O petróleo volta a ganhar atenção com as negociações envolvendo o Estreito de Ormuz. O Brent avançava cerca de 1%, próximo de US$ 84 por barril, enquanto o WTI subia 0,8%, perto de US$ 79. Irã e Omã discutem novas rotas marítimas, mas ainda não há acordo para a reabertura integral do estreito, mantendo um prêmio geopolítico sobre o mercado de energia.
Na China, o CPI avançou 0,5% em julho na comparação anual, abaixo da expectativa de 0,8%. Ao mesmo tempo, as exportações cresceram 23,9% e o superávit comercial atingiu US$ 112,5 bilhões, reforçando uma dinâmica de atividade ainda sustentada pelo comércio exterior, mas com consumo doméstico mais fraco.
Empresas & Setores
A temporada de resultados segue intensa. A Embraer divulgou lucro ajustado de R$ 1,11 bilhão no segundo trimestre, avanço anual de 25,1%, e elevou sua projeção de fluxo de caixa livre para 2026 para US$ 400 milhões. O desempenho coloca EMBJ3 entre os principais ativos a serem acompanhados na abertura.
Ao longo do dia, o mercado também aguarda resultados de Itaúsa, Caixa Seguridade, JBS e Natura. No setor imobiliário, a Iguatemi anunciou venda de participação em cinco ativos por R$ 876 milhões, enquanto a Lavvi aprovou programa de recompra de até 7,4 milhões de ações.
A XP também atualizou suas projeções para WEG, mantendo recomendação neutra e estabelecendo preço alvo de R$ 52 para o fim de 2027. A avaliação continua positiva para os fundamentos estruturais da companhia, embora o valuation atual já incorpore parcela relevante do crescimento esperado.
Insights da nossa mesa
A abertura desta semana combina melhora do apetite ao risco no exterior com importantes pontos de atenção para o investidor brasileiro. A queda recente dos juros futuros e o dólar próximo de R$ 5,08 oferecem algum suporte aos ativos domésticos, mas o comportamento da inflação e os detalhes da ata do Copom serão determinantes para avaliar a velocidade do próximo movimento da Selic.
No exterior, a desaceleração do mercado de trabalho americano melhora a perspectiva para ativos de risco, mas o cenário ainda depende da inflação e da trajetória dos juros do Fed. Ao mesmo tempo, as tensões em Ormuz mantêm petróleo e câmbio sujeitos a episódios de maior volatilidade.
Nesse ambiente, diversificação e disciplina de alocação seguem importantes, com atenção tanto às oportunidades criadas pela correção recente da bolsa quanto à atratividade ainda elevada da renda fixa brasileira.
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Fontes: Valor Econômico, InfoMoney, Bloomberg Línea e XP Research.